o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Até as chamas do inferno parecem doces - quando há amor

Quando há amor, tudo é doce, até mesmo quanto tem mais sabor de inferno.


8775640667_9fe31bd400_b.jpgEste post pode estar passando a impressão errada. Pois ao dizer que com amor tudo é doce, isso não significa que amar não envolva sofrimento, brigas, DRs, e tudo mais. Envolve e sempre irá envolver.

Quero me restringir aqui às sensações que aparecem quando o amor surge. E como essas sensações parecem jogar por terra qualquer sentimento ou mesmo dor. E confesso-lhes que compreendi tudo isso muito tardiamente.

Imaginem uma pessoa que se apaixona por outra. Ela só vê o que é bonito, simpático, atencioso, fagueiro. A paixão, todos nós sabemos, dói muito. Ela envolve um sentimento de posse que parece nos dominar por inteiro. Pois bem. Mesmo nesses casso, basta algo na pessoa lembrar o ser amado que TUDO na vida fica bem.

heaven-and-hell-in-love-_full.jpgPorque com amor, tudo parece doce. Mesmo os obstáculos, as decepções, tudo parece de alguma forma se contaminar com uma doçura essencial que faz com que tudo permaneça, com que a esperança ainda exista, com que a gente entreveja, nos obstáculos, uma luz - às vezes tênue, às vezes marcante.

Sofre muito quem ama sem se sentir retribuído/a de forma adequada. Mesmo a doçura de amar ressente-se desse tipo de dor. Aquele que ama sempre parece expressar uma esperança; e a dor das dificuldades e da incompreensão parece matar a pessoa por dentro.

Mas mesmo nesses casos, no auge do sofrimento, quando a pessoa que ama para, e se acalma, sente algo que o/a impele (ainda) a acreditar. A ver, por detrás de cenas que podem ser horrendas, um pequeno sinal que o/a faz sorrir. Um paraíso em meio ao inferno.

des2-8399.jpgOu lembrar-se de alguma fala que o ser amado disse enquanto anda no meio da rua - e sorrir. Ou acreditar que por detrás daquela cena de dor existe ainda, em um pequeno gesto qualquer, o motivo para o amor continuar. Porque nesse caso, contrariamente àquilo que uma pessoa de fora pode enxergar, o amor ainda existe.

Claro que isso também pode acabar. Pois ninguém aguenta tanto tempo vivendo o inferno. Ninguém suporta a dor para sempre. Ninguém pode se obrigar a morrer o tempo todo por dentro para sustentar algo em que é a única parte envolvida que parece acreditar.

Acontece que muitas vezes quem ama sente verdadeiro prazer no inferno em vida que envolve o sentimento. Pode parecer absurdo, mas quem experimentou isso sabe: é como um vício.

"Ela não liga?" Porra, ela não liga! "Ela liga?" Porra, ela liga! "Ela fala besteira?" Porra, como ela fala besteira! "Ela não fala besteira?" Porra, ela não fala besteira! "Ela fala de alguém?" Porra, ela fala de alguém! "Ela não fala nada?" Porra, ela não fala nada! Todo sofrimento que parece envolver o ser amado faz quem ama ficar à sua mercê, mesmo que disfarce. E ele/a adora disfarçar. E adora não disfarçar - às vezes.

Claro que a paixão faz sofrer. E o amor às vezes também - quando temos expectativas muito elevadas, por exemplo. Ou quando as mancadas se sucedem.

Não é possível explicar isso: no inferno ou no paraíso, todo amor pode morrer, uma hora.

E quando morre para valer, geralmente não volta.

love_is_hell_ii_by_beautiful_lady-d2xofbc.jpg


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// //Contreraman