o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Sem amor, qualquer defeito destrói, e nenhuma qualidade constrói

Quando não há amor, o menor defeito pode ser responsável por destruir tudo, e a maior qualidade pode não ser suficiente para construir nada


design-agency-inspiration-love-at-first-sight-can-be-dangerous-1.jpgTodos nós costumamos ser invadidos pela ideia de que o amor surge de repente. Ou seja, que ao conversarmos com alguém de repente nos deixamos invadir pela sensação de que algo - o amor - está acontecendo dentro de nós.

Isso muitas vezes é verdade. Outras vezes, esse sentimento surge após muitas conversas, nas quais gentilmente procuramos na outra pessoa algo que nos faça realmente acreditar - nela, em nós mesmos ou na sensação. Ou seja, no primeiro caso, algo surge e nos surpreende. No segundo, o que surge é algo que propositadamente procuramos.

Mas este post tem um sentido inverso. Nele, eu comento quando NÃO há amor. E nestes casos, a verdade parece ser ainda mais poderosa e patente do que nos dois primeiros em que o encontramos (em nós).

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Pois, quando não há amor pouco importam as qualidades, as primícias e mesmo as vantagens que o ser que está na nossa frente possa vir a apresentar. Pois, embora num primeiro momento possamos nos sentir atraídos pela pessoa em questão, basta uma coisinha qualquer, um defeitinho, para destruir toda a ilusão que criamos.

Claro que, num sentido inverso, muitas vezes percebemos que, quando amamos, pouco importa a quantidade e a dimensão qualitativa dos defeitos do ser a quem promovemos nosso sentimento. Eles parecem sumir na névoa que alguns consideram no lema "o amor é cego". Não concordo com o lema. O fato é que o amor parece relevar tudo - enquanto permanece.

Mas, voltando ao sentido do post. Por outro lado, quando não amamos, nem mesmo a maior qualidade que a pessoa à nossa frente possa vir a apresentar basta (é suficiente) para que nos motivemos a construir alguma coisa com essa pessoa. Isso é cruel, muitas vezes, dado que o objeto de nosso amor pode ter se esforçado muito, muito mesmo, para conseguir apresentar essa qualidade - aos nossos olhos.

Mas não adianta. Quando não amamos, o menor defeito destrói qualquer possibilidade; e nem mesmo a maior qualidade consegue construir sequer um castelo de areia. Isso é bem triste, muitas vezes. Mas não tem jeito.

O amor é assim.

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