o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Sabia que, ao te amar, o maior prazer é meu?

Aquele que é amado sequer consegue imaginar o prazer que experimenta aquele ser que o ama no mínimo gesto, em todo lugar, a todo momento


Fulton-Lane-Inn-Breakfast-in-Bed.jpgQuem não ama ou quem quer apenas ser amado tende a achar que, quando encontrar a pessoa certa, será de alguma forma feliz. Isso não é errado, a maior parte das vezes. A gente tende a se sentir muito feliz quando alguém nos ama.

Mas o que passa batido a essas pessoas é que o maior prazer mesmo, ao encontrar alguém legal que nos entenda, e que a gente queira conhecer infinitamente, é o de simplesmente amar essa pessoa. E nesse amor em especial até o menor gesto causa arrepio. Porque o maior prazer numa relação não é necessariamente o de receber. Mas o de dar.

Isso fica patente nas mais variadas ocasiões. Desde aquele momento em que nós somos educados com a pessoa que amamos, ou quando nos dispomos a ajudá-la a fazer alguma coisa que ela considere chata ou irritante (por exemplo, tirar o cocô do gato), ou quando simplesmente ouvimos - sempre com atenção. Nesses momentos, que as pessoas mais superficiais considerariam irrelevantes, o prazer naquele que ama é imenso. Por vários motivos.

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Primeiro, aquele que ama gosta de sentir útil para aquela pessoa que ele ama. Mas claro, isso não parece nada demais. E para alguns pode parecer que a pessoa amada simplesmente se aproveita. Mas quem ama realmente não liga (o que acarreta um certo risco, claro, pois a pessoa amada pode com o tempo REALMENTE se aproveitar da situação). Quem ama simplesmente faz as coisas como se nada estivesse realmente acontecendo. É um moto perpetuo que causa um agrado suave, sutil, que faz com que nos sintamos até melhor do que quem recebe o agrado. E é verdade, sabem.

Segundo, aquele que é amado muitas vezes parece não notar o prazer de quem ama quando faz algo para agradá-lo/a. Tudo transcorre suavemente, como se nada acontecesse. O amado parece até meio que dispensar, no seu íntimo, tudo aquilo que acontece à sua volta. Claro, se aquele que ama deixar que tudo transcorra sem que a relação frutifique pode acabar se metendo numa bela enrascada. Ser uma espécie de mordomo de luxo. Um daqueles personagens de filme que passam a vida toda rodeando quem amam para no final ficarem chupando o dedo.

Mas eu falo aqui da sensação. Essa é uma sensação muito comum em mães, por exemplo. Elas passam o tempo todo preocupadas com os filhos, compram presentes, veem roupas, limpam os quartos, e tudo isso meio que despreocupadas, como se não estivessem fazendo nada. Qual nada, ao se dedicarem aos filhos que tanto amam essas mães curtem demais a vida. E não adianta - como todos sabemos - que o filho ou a filha recuse esse tipo de amor. Ele sempre irá permanecer, e quem irá curtir mais por ele serão as mães. Por incrível que isso para alguns possa parecer.

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Terceiro, esse tipo de amor, aparentemente superficial e pequeno, nada que cause muita atenção, é um amor gratuito, suave e sutil, que preenche o dia. E a noite. E aqueles momentos em que a pessoa amada precisa de uma atenção - mesmo que não esteja em condições sequer de presenciar aqueles momentos. Como quando a pessoa chega bêbada, ou precisa de alguém atento ao seu lado enquanto dorme no leito de hospital, ou precisa de colo, simplesmente. Um atenção qualquer. Esses momentos que preenchem são os que fazem a vida.

É claro que a vida é feita de momentos mais top, digamos. Uma transa bem feita. Um beijo bem dado. Um almoço de alto nível. Um pastel regado a uma conversa amena. Claro que a vida não é composta somente daqueles momentos que preenchem. É claro. Mas são os momentos aparentemente invisíveis que preenchem realmente o tempo. Imagine o prazer, para aquele que ama, de passar o tempo todo agradando de forma sutil aquela pessoa de que ele/a gosta tanto. Imagine o prazer envolvido em todo esse pequeno tipo de agrado.

A vida é linda demais para aquele que ama. Claro que sempre surgem contratempos. Momentos de briga. De incompreensão. De cabeças baixas. De traições ou decepções. A vida é dura, a gente sabe bem disso. Mas para aquele que ama, e que consegue - de um jeito ou de outro - proporcionar prazer ou agrado àquela pessoa querida, a vida parece inextinguível, ilimitada e infinita.

Acreditem nisso. Pois é verdade.

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Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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