o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Se amor não é propriamente loucura, muitas vezes chega bem perto disso

São bastante animadas as conversas entre amor e loucura


subborn_love.jpgAmor e loucura são temas próximos. E sempre serão. Existem até aqueles que dizem que amor mesmo É loucura. Não sei. Mas a proximidade entre as emoções ou situações é muitas vezes patente. E outras vezes é a única forma que temos de tentar explicar situações que de outra forma ficam totalmente em suspenso.

Para tentar distinguir os fatores (ou ao menos somente para isso), há quem diga que a paixão é loucura, enquanto o amor não chega a tanto. Realmente, quem se apaixona comete desatinos em nome do que sente. O apaixonado pode até se matar por causa do amor que sente. O que é sempre um exagero. Já o amor promove esse sentimento, sim, mas também outros tipos de sentimento. Daí que não se possa muitas vezes confundir tão facilmente amor com loucura.

Mas eu gostaria de pegar mais leve e assemelhar amor e loucura de outra forma.

Uma pessoa que realmente ama se sacrifica bastante pelo amor que sente. Ninguém nega isso. Por outro lado, quando vivem juntas as pessoas que se amam desistem de muitos sonhos, investem em outros, dispensam tempo excessivo a atividades que parecem não render o suficiente para justificá-lo, cometem atos de extrema dedicação ora para manter o relacionamento, ora para conquistar o ser amado ainda mais do que já conseguem. Em suma, seres que se amam sacrificam-se bastante mutuamente. E, em diversos casos, se formos olhar com atenção ou imparcialidade, amar chega quase a ser um investimento de loucura.

Não me refiro, claro, apenas a gestos ou atitudes de amor romântico. O amor, a gente bem sabe, engloba quase todas as dimensões das relações humanas. Desde as relações mãe-filho, pai-filho, mãe-pai, namorados, noivos e mesmo amigos, o amor engloba praticamente tudo o que conhecemos. E só quem realmente se envolve nas relações, seja lá como elas se mostrem, sabe a que ponto pode chegar a necessidade de renúncia, de compreensão, de sacrifício e de superação necessárias para que cada relação frutifique e saia do lugar comum.

Não é á toa, crreio, que se diz quão sortudo é aquele que mantém muitas amizades, que teve muitos amores, ou que manteve uns e outros apesar dos pesares. Não é fácil segurar a barra, muitas vezes, e o amor é em grande parte a maior "cola" (ou espécie de superbonder) necessária para segurar as pontas e as relações com o correr dos conflitos e das discussões, assim como dos interesses muitas vezes opostos.

Amar no fundo não é loucura. Ama-se com a razão e a emoção, e somente em casos extremos parecemos perder a compostura e a consciência. Mas amar como ato de fé é um empreendimento arriscado o suficiente para ser considerado em muitos casos similar a pular de um precipício.

Dá vertigem, inclusive. Isso todos sabemos.

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Contreraman

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