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E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

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Vale o que tem amor.

Incas: uma história relativamente simples mas mal contada

Eu já havia visitado Paris (a trabalho) duas vezes, assim como Los Angeles, e diversos países da América Latina, e tendo ficado apaixonado pela Cidade-Luz (Paris), achava que não iria encontrar rapidamente um outro lugar turístico mais bonito (ou tão bonito quanto).
Mas eu me enganei redondamente.


ATTRACTIONS0615-machu-picchu.jpgEu estava casado na época, e tendo nascido no Chile, conhecia bem Santiago, parte do sul do país, além de ter visitado a Argentina (duas vezes), o Uruguai (também duas vezes), o Equador (uma vez), Hamburgo (Alemanha), Amsterdam (Holanda), até recair no Peru. Confesso que quando fui até Lima não me surpreendi muito.

Mas fomos, minha ex-esposa e eu, até Cuzco, e depois Machu-Pichu. Pois então. Mas esta história não é de nossa viagem, mas algo da história dos Incas, povo extremamente avançado que dominava não somente aquele país quando os espanhóis chegaram e que, por diversos motivos, não conseguiu ser dizimado. Resistiu, de alguma forma.

Quem eram os Incas, então? Os incas, ao contrário do que os mitos frequentemente fazem crer, eram um povo imperialista. Tinham um jeito todo particular de ver o mundo e o universo, mas o que era mais importante para eles é que eles queriam se expandir. Eram uma potência, ao contrário de seus colegas, que os rodeavam, que faziam meio que questão de ficar na deles.

Os incas tinham, sim, diversos ídolos e costumes retirados em parte dos seus antepassados. Mas o que diferenciava os incas de todos os colegas com os quais guerreavam era que após ganharem as batalhas e dominarem as cidades que queriam, eles mantinham os costumes dos povos que dominavam. Como fizeram sempre todas as potências imperalistas e expansionistas.

Os incas dividiam sua história em quatro eras: a primeira até a quarta. A quarta era chamada de o reino do Tahuantisuyo, que significava, literalmente, o reino dos quatro anéis. Por que isso? Porque os incas consideravam que sua missão era simplesmente dominar todo o continente sul-americano, e as fases de sua história consistia nesses quatro anéis.

Tahuantinsuyo.png

O Tahuantisuyo iria ser o reino também por meio do qual os incas iriam dominar os povos que se localizavam em grande parte da Argentina, do Chile, da Bolivia, do Equador, e que pegavam boa parte da Colômbia. Ocorre que quando o reino se desenrolava os espanhóis chegaram, e com isso acabou a festa.

Ocorre que os incas não dominavam por dominar - eles eram extremamente avançados. Claro que quando os ocidentais falam que os povos da região eram avançados em geral se referem ao fato de dominarem a astrologia, ou algo do tipo. Não, os incas eram avançados porque sabiam como ninguém criar condições de urbanização para as cidades que resolviam montar.

07cu_cusco_mapa.jpg

Por exemplo, Cuzco. Os ocidentais ainda se maravilham com o formato de jaguar que tem a cidade. Ocorre que a cidade, antes do seu mais famoso inca, Pachacutec, torná-la centro do imperio, era completamente assolada pela água que transbordava dos rios que a cortam. Pachacútec, do qual tenho um livro, comprado quando viajei, urbanizou toda Cuzco.

Pachacutec 190px-PachacutecIXsapainca.jpg

Mas tem mais. Aquelas regiões são de altiplano e mesmo de montanha, e até hoje muitos dos povoados da região se ressentem da escassez de alimentos. O que fizeram os incas (não apenas Pachacutec)? Criaram sistemas de plantio em altiplano, que lhes permitiram alimentar toda sua população. É ou não é algo de admirar?

Ruas de Cuzco 4333706_orig.jpg

Isso sem contar os templos, que os espanhóis, não conseguindo destruir, transformaram em base para suas próprias igrejas. Cuzco é repleta de ruas com aquele tipo de construção, em pedra polida, que os espanhóis, por mais que se esforçassem, não conseguiram retirar da face da Terra. E que hoje vemos, quase orgulhosas.

Daí que ver Machu-Pichu, a quem demanda o pequeno esforço de pegar um trem até lá e de pegar um microônibus, chega quase a consistir numa subida no monte Everest dada a satisfação de se ver uma cidade completamente isolada no cume de uma montanha, com espaço para os nobres, para os escravos, para as lhamas, que às vezes param por lá, em que - ao menos aparentemente - alguns nobres buscaram se isolar para viver o fim dos seus dias. Um monumento à civilização universal.

Machu-Picchu vista do alto machu-picchu-vista-do-machu-picchu-credito-thinkstock-478634959-830-474.jpg

Outro dia conto mais.


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