o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Negócio mesmo é não deixar nossa paixão morrer

Born to lose, live to win!


passion-e1370975155998.jpgUma vez, eu havia comentado com um cliente/fonte, que eu visitava, que não sabia onde iria trabalhar se eu saísse do lugar onde estava. O diretor daquela empresa me disse então, com bastante tato: ah, Rodrigo, que é isso, você é um cara apaixonado, se um dia você se meter a estudar pedras fará a melhor revista do mundo sobre elas.

Eu comentei isso com algumas pessoas, mas nunca tive uma resposta ou um retorno que me convencesse. Ocorre que EU não me convencia disso. Mas, olhando em retrospecto, digo que talvez fosse mesmo verdade. Ocorre que, por motivos variados, parece que em diversos momentos da vida eu deixei que alguém ou as situações esmorecessem minhas paixões. Que foram muitas, e ainda são.

Mas algo aconteceu, ou parece ter acontecido comigo. Eu pesquisei, muito, sobre várias de minhas paixões. Dedico-me muito a elas, e isso significa quase o dia todo. Desenvolvo trabalhos em várias áreas, e sou amplamente reconhecido nelas. Tenho amigos em todas as áreas em que me envolvo, e se passo dificuldades é mais pelo momento histórico, ou seja, pela recessão, do que por qualquer outro motivo. Mas algo parece ter morrido em mim.

Uma paixão esmorecer é como um amor acabar. É como sermos obrigados a ouvir nãos continuamente, sem podermos reagir, ou levarmos baldes de água fria a todo momento de parte das pessoas que mais prezamos. É como sermos obrigados a calar a boca quando menos esperamos, e menos estamos preparados. É como sermos defrontados com uma pessoa - nós - que nós não vemos, mas que nos obrigam a ver - um fracasso.

Ocorre que para sentirmos bem lá no fundo o poder do ataque desses nãos, desses baldes de água fria, desses cala a boca, precisamos sentir que eles realmente dizem respeito a alguém - um eu fracassado - que tem a ver conosco mesmo. Ou seja, precisamos acreditar no fundo que a outra pessoa tem mais razão do que nós. Ou seja, de alguma forma precisamos ter tamanha baixa autoestima, um tamanho autoconceito diminuído de nós mesmos, que nos permita sentir que o outro é maior do que nós.

Acontece que isso, essa sensação de sentirmos tamanho efeito do outro em nós, é algo que nós podemos ou não deixar nos afetar. Porque sempre podemos recusar esses nãos, esses baldes de água fria, essa sensação de que nossa paixão não vale nada, não pode levar muito longe mesmo. Mas, quando estamos desprotegidos, a gente sente que não consegue reagir. E muitas vezes a gente acumula esses momentos de desprezo como cruzes que devemos carregar, e se sente muito mal com isso.

Confesso que não sei muito bem o que fazer quando a gente incorpora, como se fossem nossos, esses nãos, esses baldes de água fria, esses calaaboca. Eu mesmo me vejo de vez em quando sendo influenciado, sem querer, por eles, e meus esforços de pouco adiantam para me animar. Sei apenas que a gente nunca deve deixar a paixão esmorecer. De preferência, a gente deve se afastar de gente que puxa para baixo, que pega teus favores e não agradece, que te olha de cima a baixo, tentando te medir (e quase sempre te medindo de forma injusta), de gente que tem energia negativa e que no fundo só pensa em si mesma.

Hoje sei, de muitas formas, por muitos amigos, que sempre fui e ainda sou uma pessoa realmente apaixonada. Que sou do tipo que acredita em determinadas bandeiras, divulga-as para cima e para baixo, tem apoios às vezes escondidos, mas muitos admiradores (e alguns detratores, claro), e que nunca desiste do valor em que acredita. Por isso sei que não adianta muito tentarem me afundar.

Faça o mesmo. Não deixe te puxarem para baixo. Vá em frente que um dia vai. Como disse o Lemmy, Born to lose, live to win!


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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