o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Porque a liberdade está em enxergar no outro parte de nós mesmos

Todos nós conhecemos ou vimos, ao menos de relance, algo daqueles filmes que retratam reuniões de Alcoólatras Anônimos, ou algo do tipo, em que as pessoas compartilham os seus dramas e com isso parecem lidar melhor com eles.
Eu nunca gostei da ideia.


group-therapy-1.jpgTalvez porque sentisse que ao fazer isso algo de minha independência ficasse comprometida, ou porque tudo aquilo me parecesse um pouco feminino ou quem sabe comprometedor para o perfil de homem que eu imaginava para mim.

Seja como for. Por questões pessoais, acabei indo a uma reunião desse tipo, na verdade uma terapia de grupo, num bairro perto da casa de minha mãe, e lá estando joguei pesado os meus problemas para ver no que iria dar.

Ocorreu - sem revelar muito do que aconteceu - que acabei me deparando com dramas alheios de diversos tipos, e que as pessoas presentes - poucas - acabaram aproveitando bastante do meu próprio drama - talvez para relativizarem os próprios.

Numa segunda sessão, o resultado se reafirmou, e quase dez pessoas puderam aproveitar bastante, uns dos dramas dos outros, sendo além disso encaminhadas ora para terapias individuais ora para tratamento com outros profissionais.

Foi assim que acabei notando que, nessas reuniões, eu passei quase a me aproveitar menos do que as pessoas que nos ouviam, e que a simples ideia de ouvir, sem julgar nem simplesmente recomendar, era algo mais do que um outro tipo de terapia.

Note-se que eu havia feito mais de 8 anos de terapia individual, com diversos profissionais, e aproveitado até bastante do processo, com gente das mais variadas formações.

Hoje percebo a utilidade desse tipo de encontro. E confesso: nem tanto para mim, mas para os outros. Quem sabe em conjunto, olhando olho no olho, a gente realmente consiga perceber que não estamos sozinhos.

Que nosso drama, quando maior que o do outro, traz luz aos nossos colegas de jornada; e que os dramas alheios, independente do que nos digam de proveitoso, nos convencem para além do normal que, afinal de contas, não estamos tão sozinhos assim.

Dedico este post a Tatiana Cavadas


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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