o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Preste atenção, professor!


Todo professor deve, creio eu, prestar bastante atenção em seu ambiente e nos alunos antes de começar a falar.
Isso porque venho notando, nas poucas aulas a que assisto, que boa parte da responsabilidade pelo pouco aproveitamento da aula pelo aluno não se deve a falta de atenção ou ausência de didática, necessariamente. Mas a falta de empatia.


530491_2724839655786_1580302089_n.jpgSexta-feira passada, pude comprovar o que digo sem estar nem um pouco preparado para o que vi.

Vi um professor chegando e apresentando materiais sem ordem aparente. Sem distinguir os materiais que apresentava, nem dizer a que eles vieram.

O professor falava - a aula era sobre história em quadrinhos - de HQs dos anos 80, da Heavy Metal, da Metal Pesado, misturava uns livros recém-publicados, dizia que havia editais para eles, mencionava dinheiro, e por aí ia.

Enquanto isso, eu via o garoto à minha frente visivelmente diminuído, sem calma suficiente para ver o que queria, para reparar em detalhes, nem para falar qualquer coisa.

O garoto era tímido, dava para ver, e já era frequentador assíduo da aula. Mas por algum motivo eu sentia que ele estava sempre se sentindo por fora do que havia, e que não sabia em que medida o que ele fazia se enquadrava em tudo aquilo.

A aula aconteceu, o professor foi didático, respondeu dúvidas e tal. Mas na hora de dar conselhos ao garoto - que havia trazido um material desenhado (ele desenhava bem) e um roteiro -, o professor fez comentários muito genéricos. E eu não notei firmeza no garoto, que parecia perdido diante de tanta coisa e ao mesmo tempo tão pouca coisa.

No final, eu dei uns toques ao garoto (sou ator e diretor de teatro) e por vezes ou instantes até senti o olhar dele adquirir alguma vivacidade, como se tivesse captado alguma coisa.

Mas a aula não era minha. Então parei.

Hoje, depois de mais de 25 anos de escola, noto que o maior problema, muitas vezes, é aquilo a que Kurt Cobain tanto se referia: empatia.

Preste atenção, professor. As coisas acontecem à sua volta e você pode estar deixando passar batido a maior parte delas.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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