o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Porque a dor pode ter razão

Quando a gente começa a se envolver, tende a dar mais atenção ao próprio desejo do que às mensagens da pessoa que a gente quer. Tende a considerar que a dor que a pessoa diz que tem - e que a impede de assumir alguns compromissos ou atitudes - não é assim tão poderosa, e que portanto, passadas algumas semanas, será facilmente esquecida.
Sabemos, porém, que pode não ser bem assim.


lonely_valentine_day_9594.jpgTodos temos jeitos diferentes de tratar assuntos similares. Há quem transe facilmente e não se deixe apoquentar com isso. Há quem dê excessivo valor a carícias ou a beijos bem dados, e outros/as que nem tanto. Há quem queira uma sacanagem de leve, só para se acostumar, mas dando especial atenção a ela; e há outros que não prezam essas coisinhas aparentemente imaturas, olhando o outro mais lá ao fundo.

Todos temos um jeito diferenciado ou especial de ver as coisas relativas a amor e a sexo.

E por causa mesmo disso, há quem leve muito mais tempo do que imaginamos para superar algo que fez da pessoa o que ela é hoje. Sim, realmente quem ama consegue ver lá no fundo de quem ama; mas nem por isso quem ama tem ou consegue ter a paciência suficiente para enxergar a dificuldade na alma do ser amado; muitas vezes é preciso mais; às vezes, é necessário quase demais. Há quem diga que nunca é demais. Não sei.

Sei apenas que, quem ama, e quando ama, deve perceber o que está por detrás de determinados nãos por quem é tão amado, e a tal ponto. Quem ama precisa vislumbrar as profundezas da dor, para daí entender o que pode acontecer dali por diante; e precisa também saber, ou cavoucar, nas próprias dores para saber se está disposto a pagar tudo isso. Se faz jus a tamanha dor, a tanta renúncia, a tanta recusa.

Ninguém, é claro, deve-se obrigar a nada. Há dores que certas pessoas não conseguem jamais superar. Outras que transmutam seus valores a tal ponto que elas podem se tornar irrecuperáveis (em relação àquilo que eram). Outras que fazem das pessoas meras imagens do que eram no passado. Outras que, superadas, tornam-nas maiores do que jamais poderiam imaginar.

Cada um suporta e lida com a dor como pode - e, no limite, como quer. E quem ama, se respeita a outra pessoa, para além de seu amor, percebe de cara os limites dessa dor - mas pode deixar de percebê-la na pessoa. Por isso, precisa entender. Ouvir, e perceber. Acima de tudo, perceber.

Porque: vai que não é hora? Vai que não é o jeito adequado de lidar com o/a amado/a? Vai que ele/a precisa de mais tempo? Vai que precisa ser remexido/a? Vai que não precisa? A gente só precisa tentar entender, e traduzir em NOSSO UNIVERSO até que ponto a dor é tamanha que precise de calma. E vislumbrarmos o que NÓS queremos para vermos a forma mais adequada de CONSEGUIRMOS.

Mas sempre sabendo: a fala de dor pode ser real. Pode ser maior. Pode requerer algum tempo a mais. Dele/a ou nosso.

Ou não.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// @obvious //Contreraman