o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Descobrir o amor

Não faz muito tempo, eu me perguntava por que certas pessoas amavam pessoas ora feias, ora patentemente antipáticas (para mim, é claro), ora meio ignorantes, ora de patente mau caráter. Eu não sabia que o amor tem um aprendizado e que ele é fruto de uma escolha.


url-14.jpegPois há algum tempo eu me sentia realmente muito fragilizado diante de mulheres bonitas. Ou de mulheres com postura. Ou de mulheres com tesão. Eu me sentia menor diante delas, e por isso me fragilizava e fragilizava minha posição a respeito daquilo que eu queria.

Mas aí me tornei ator e descobri que beleza física é apenas algo, patentemente, superficial. Aprendi a beber e a ver os outros bebendo, e descobri que não havia nada de tão charmoso naquelas mulheres fatais, meio bêbadas, caindo pelas tabelas em minha direção.

Claro que não foi assim que eu superei a questão da beleza. Esta, eu superei quando me apaixonei por uma garota deslumbrante, em todos os sentidos, físicos, eu diria, e consegui descobrir o que era amor - e o que não era. E foi assim que esse amor desapareceu, ao menos pela sua aparência. Ela se tornou uma garota belíssima, claro, ainda, mas uma garota.

Foi então que percebi que por detrás desse tipo de atração está uma carência muito grande por beleza por parte daquele que ama - ou que finge amar. E que, quando esse sujeito superar essa carência, consegue realmente ver o que está na sua frente. E passa a reparar em outras coisas, outros tipos de belezas. E até se deixa atrair por alguns tipos de feiúras.

Porque dizem que o amor a gente não escolhe, que ele escolhe a gente. Isso é besteira. A gente escolhe o amor, e para escolher bem a gente precisa superar diversos tipos de carências. Depois que isso acontece, bem, o amor pode finalmente surgir. Mas enquanto isso não ocorre a pessoa permanece presa às suas fixações. E não consegue amar.

Tendo passado por diversas experiências (algumas bem drásticas) no quesito amoroso nos últimos meses, posso dizer que não permaneço o mesmo homem de outrora. Que algumas coisas que antes mexiam comigo hoje não fazem tanta diferença assim. E que começo a encontrar os critérios que realmente me norteiam. Quais são esses? Não sei.

Amor é descoberta.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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