o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

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Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Às vezes, a culpa não é de ninguém: é o tempo que nos engana

Quando vemos casais que não dão certo, tendemos a achar, quando sabemos o que acontece, que a culpa ora é de um, ora é de outro. Ou que a culpa por tudo é em parte de cada um. Mas muitas vezes a culpa é de nenhum dos dois. Muitas vezes a culpa é do tempo.


1-isbZMeWJ68Y3E2hAKcDuog.jpegExplico. Existem casais que por algum motivo se formam cedo demais. Em que um aceita fazer parte da vida do outro antes de passar por um aprendizado que só é dele. Ou em que outro meio que força o relacionamento antes que o outro diga sim com convicção.

Nessas situações, as pessoas se juntam sem estarem realmente preparadas para o relacionamento. Elas se aguentam mutuamente sem encontrarem o espaço de cada uma. Elas se tratam todo dia sem esperarem o tempo para se sentirem bem sozinhas, para encontrarem o seu jeito real de ser.

Nessas situações, o casal faz as coisas em comum sem uma real convicção do que cada um quer fazer. Um cede sem saber em que realmente está cedendo. O outro passa a incorporar hábitos do parceiro sem entender o preço que o outro está pagando pelos hábitos de si mesmo/a. Em suma, o tempo em que as pessoas se juntaram é de alguma forma errado. E quando as coisas começam realmente a desandar a culpa não é de ninguém em particular, mas do tempo, de forma geral.

É uma pena quando isso acontece. Porque as pessoas envolvidas às vezes são realmente legais uma com a outra. Elas cedem naquilo que importa, e sabem perceber como é cada uma. Mas o tempo funciona contra o casal, de forma geral, e elas não conseguem lidar com a situação de forma adequada. Em suma, tudo descamba para um fracasso que é certo porque todo mundo sabe que o tempo é o senhor da razão.

Ocorre que para que as coisas dêem errado, naquele tipo de situação, o tempo foi mal conduzido por cada parte do casal. Aquele que aceitou sem ter estado pronto para isso não soube lidar com o tempo da forma adequada. Aquela que forçou um relacionamento não soube lidar com os sinais que o outro, com toda certeza, devia estar fornecendo. Daí que as coisas, quando se deram mal, assim aconteceu parcialmente por vontade de cada um. Porque nenhum dos dois soube realmente lidar com o tempo como deveria.

Os casais às vezes não têm toda a culpa por aquilo que lhes acontece. Às vezes sua responsabilidade está na inabilidade em lidar com as coisas que os rodeiam. Às vezes não sabem entender o sinal do espaço e do tempo. E mal sabem se conduzir quando as situações pegam-nos pelo pé, quando não conseguem perceber os sinais da vida. Às vezes precisam até apelar para a religião para conseguirem perceber melhor esses sinais. Que podem ser claros para pessoas de bem com a vida. Mas parecerem obscuros para pessoas perdidas.

Resta-nos torcer para que as pessoas consigam ver os sinais. Para não jogarem um relacionamento frutífero (ou quase) no lixo das suas histórias.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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