o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Às vezes, somos nós a pessoa errada

Num relacionamento qualquer, a gente precisa se perguntar muitas vezes se somos a pessoa certa. Se combinamos, se estamos nos sentindo bem com o que acontece, se a pessoa ao nosso lado realmente nos aceita como somos, se estamos no lugar em que devemos. Porque muitas vezes não é isso o que acontece.


finding_peace_in_solitude_by_si2.jpgNão é culpa de ninguém. As pessoas não precisam combinar. Nem precisam se sentir bem com as coisas ao redor. Nem precisamos ser como os outros querem. Simplesmente às vezes nosso lugar não é qualquer um. Talvez seja um específico, distante de todos. Talvez seja um em que, por motivos que não sacamos, nós nos sentimos apenas um pouco mais à vontade.

São muitos os casais em que, passado um tempo, o homem sai e vai buscar companhia no bar. Ou em que desce e conversa com os porteiros. Ou em que fica a maior parte do tempo fora, "resolvendo umas coisas". Nessas situações, o homem não sabe onde quer estar. E só vai nesses lugares porque não se sente bem onde querem que fique. Só isso. Não é rebeldia, nem necessariamente vontade de fazer algo muito fora dos trilhos. É só isso.

Meu pai fazia isso. Ele gostava falar com os seus chefes em inglês, nas casas deles. Só queria ficar ali, morgando, em companhia desses caras. A gente, criançada, ficava rondando, mas nunca fazia parte. Nem minha mãe. Já quando arrumou problemas, buscava, nos bares, contato com quem passava. Nunca conseguiu, pelo que me lembro. Ficava solto, na vida, sem saber aonde se dirigir. Mas em casa não queria estar.

Depois aconteceu comigo. Eu ia aos lugares com ela sem me sentir à vontade seja lá onde íamos. Comíamos (bem), conhecíamos lugares, até curtíamos o tempo com os sogros, mas eu não me sentia muito bem onde estava. Não era como se fizesse algo que não queria; era como se não soubesse onde estava. Como se as coisas não fossem exatamente reais. Como se não acontecessem comigo. Pois era como se eu não estivesse lá. Em sentia isso, mas deixava passar.

Não deve existir um conselho específico para pessoas que sentem que aqui NÃO É meu lugar. Não considero necessariamente que a saída seja chutar o pau da barraca, e cair fora. Nem considero que a situação seja uma fatalidade a que a pessoa deve se sentir sujeita. Só tento lhes dizer que o problema às vezes não é a relação. Que às vezes nós mesmos é que somos a pessoa errada. Até numa situação certa, podemos ser errados.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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