o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Fé grande aparece em pequenos passos

Porque as coisas que acontecem não se dão assim de repente. Continuam vindo aos poucos, muitas vezes após longos períodos de espera, e de luta árdua em busca de algum resultado.


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Ter fé é como ter uma máquina que não pára em nosso interior e que diz acreditar. E que nos motiva para a frente, até quando retrocedemos, diante dos obstáculos no caminho. Ter fé é como aquelas máquinas que não páram até conseguir o seu intento.

Mas a fé, quando aparece, parece por vezes se apoiar no vazio. Os que nos olham de longe mal acreditam por que continuamos, sendo que mesmo assim insistimos e parecemos homens ou mulheres retirados de outra dimensão. É como se fôssemos sobrehumanos, ou superhumanos.

Acontece que a fé não aparece sem a vontade de querer e sem a crença profunda de que é possível. Ter fé sem ter esperança não é algo para homens, é algo para santos. Nós, que somos seres humanos, apoiamos em nossa fé nossa esperança, e vislumbramos algo lá na frente para nós. Porque precisamos, porque queremos, porque ansiamos.

Acontece que todo fruto da fé aparece em conta-gotas. Uma espécie de conta-gotas que muitos mal conseguem perceber. Gotinhas tão ínfimas que aos outros passam batidas, e que não lhes causam a menor impressão. Mas quem tem fé identifica algo nessas gotas, e esse algo é o prenúncio de algo maior.

Mas quem tem fé não se deixa enganar. Ele não vê mais que gotas quando elas aparecem. Vê, como os outros, apenas gotas, mas gotas que lhe dizem, continue, tenha fé, é assim que as coisas acontecem. E acontecem.

Mas as coisas que acontecem não se dão assim de repente. Continuam vindo aos poucos, muitas vezes após longos períodos de espera, e de luta árdua em busca de algum resultado. As coisas, quando acontecem para quem tem fé, surgem com tanta dificuldade que muitos sem fé páram logo no meio do caminho. Mas quem tem fé vê os sinais. Sente o cheiro da virada.

É como na natureza, eu diria. Quando vemos uma plantinha nascer tão aos poucos que mal conseguimos enxergá-la. Quando ela suporta os reveses, a aridez do solo, e permanece ali, quietinha, esperando a sua vez. Não à toa considero que a fé se manifesta tal qual o amor verdadeiro, que permanece, vislumbra as chances, e espera sua vez.

Quem tem fé consegue adivinhar os sinais do tempo e do espaço. Avança por meio de dicas que as coisas lhe dão e que lhe dizem, "é por aqui". Evita os falsos caminhos e os falsos conselhos. Sabe quando parar e avançar. Mas, acima de tudo, identifica os sinais.

Todos os sinais para quem tem fé são como tênues nuvens para quem anda no meio do deserto. Em si, elas não podem ajudá-lo nem dar-lhe a água de que tanto precisa. Mas lhe indicam como está a paisagem e em que direção caminhar.

E quando dão o seu fruto, quem os recebe diz apenas, obrigado.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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