o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Não culpe o outro pelo amor que você não entende

Pois as pessoas, quando se envolvem, o fazem com muitas ilusões. Ou com ideias pre-concebidas em suas mentes que naturalmente, por não estarem bem fundamentadas, podem levar a pessoa à perdição. Ou por insistências, mesmo com muitos sinais afirmando o oposto, e com isso decepções que passam a ser alimentadas aos poucos, e que levam a rompimentos muito dolorosos.


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Basta consultar um pouco os textos que nexte Obvious são relacionados a relacionamentos, e que são bastante acessados, que a gente nota o quão pessimistas parecem ser os textos mais fortes, mais consultados e, por que não, mais levados consigo.

São textos do tipo "ele não é para você", "você é a pessoa errada", ou outros, com títulos mais sugestivos, em que parece assomar um quê de vingança ou de não reconhecimento com alguma mágoa.

Noto que isso talvez se deva ao fato de que as pessoas, quando se envolvem, o fazem com muitas ilusões. Ou com ideias pre-concebidas em suas mentes que naturalmente, por não estarem bem fundamentadas, podem levar a pessoa à perdição. Ou por insistências, mesmo com muitos sinais afirmando o oposto, e com isso decepções que passam a ser alimentadas aos poucos, e que levam a rompimentos muito dolorosos.

Ou seja: ideias erradas.

A gente pode se perguntar: mas de onde vêm tantas ideias erradas, meu Deus? Quem coloca tantas bobagens nas mentes das pessoas que se relacionam, a tal ponto que as pessoas parecem não conseguir mais identificar o que é crença e realidade? Ou: o que faz com que a pessoa não enxergue a outra, logo ali ao seu lado, com os movimentos que faz?

O fato é que, em todo nosso período de crescimento, somos levados a crer em histórias sobre amor. Quando vale a pena acreditar no amor, o quanto temos que nos dedicar por ele, quanto temos de nos sacrificar pelo amor, quanto temos que aceitar, e mesmo o quanto temos que demorar para deixar um amor acabar. Essas histórias advêm de muitas ordens, mas especialmente de histórias de amor, de filmes, de romances, etc.

Outra fonte de erros, em se tratando de histórias de amor, são as fixações que desenvolvemos, por tipos de pessoas, pessoas bonitas, carismáticas, que nos dão ideia de êxito ou de sucesso, pessoas que nos aparentam algo de que precisamos e sem o qual temos a noção de que não conseguimos viver. Ou seja, o quanto as coisas físicas, visíveis, nos fazem querer alguém. Podem ser pessoas bonitas, inteligentes, ou que parecem inacessíveis, etc.

Por outro lado, nós também temos carências por si sós, e sentimos que não podemos passar sem alguém, e para isso nós resolvemos entrar em relacionamentos que podem estar fadados ao acaso sem sabermos dar o valor àquilo que é efetivamente o amor. Pois somos fracos, percebemos o tempo todo, e sendo fracos sentimos que podemos nos envolver sem nos envolvermos, e com isso levarmos pessoas que realmente podem estar nos amando à loucura - ou no mínimo a situações incômodas ou difíceis de lidar.

Em suma, não lemos realmente sobre amor com quem entende do assunto. Não sopesamos, com calma, aquilo que nos vendem e que deveria ser considerado amor. Não vislumbramos, nos momentos que nos atingem todo dia, o potencial de amor que os envolve, e não conseguimos distinguir as coisas, tais como são. Porque estamos envolvidos em influências, saberes, ditames, e lições que não pensamos como devido - no que diz respeito ao amor. Em suma, fazemos o que não devemos fazer.

Ocorre que nós mesmos nos fragilizamos a esse ponto. Somos nós que nos deixamos levar pelas influências que nos atingem, que nos deixamos afetar pelas realidades, que nos deixamos enganar pelas aparências, e que nos deixamos atrapar (no caso, permanecer presos) em armadilhas do amor. Somos nós os que fazemos isso, e de caso pensado. Muitas vezes fazemos isso sem querer; mas em tudo somos responsáveis por aquilo que nos acontece.

Antes de mais nada, então, antes de culparmos alguém por algo que nos acontece, revisemos o que pensamos sobre o amor em relação a essa pessoa. Reflitamos, nos tempos que nos dão, naquilo que realmente importa. Não percamos tempo com histórias da carochinha, e aguentemos firme, caso nosso destino parcial seja permanecer sós, sem ninguém ao nosso lado na cama. Tenhamos maior consciência do que o amor é, realmente, antes de embarcarmos em canoa furada.

Porque não precisamos culpar o outro por algo que nós mesmos não fazemos. E todos nós sabemos que o amor diz respeito a todos. Sem exceção.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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