o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Porque o mundo é feito de tons

Tudo surge, nesse processo, de forma muito suave, com os detalhes indicando o que importa. Com os tons assumindo cores que muitas vezes surpreendem.


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Quem está perdido, em geral não consegue sequer conversar de forma a que se sinta grato, acolhido ou aceito. As conversas que lhe vêm de fora parecem-lhe estranhas, como se em sonho ou pesadelo. Os tons das conversas aparecem-lhe fortes ou fracos demais. Parece ouvir ou escutar de mais ou de menos, nunca como se se sentisse realmente à vontade.

Mas quando a pessoa começa a se encontrar, os tons das conversas também parecem aos poucos lhe agradar (ou desagradar, mas suavemente). O jeito com que a pessoa é tratada torna-se um critério de escolha, e a pessoa que começa a se encontrar principia também a diferenciar as pessoas pela forma como tratam as outras. Surgem os amigos e as pessoas com quem não se dá bem. Mas não sabe muito bem por quê. É algo sutil.

É como se, antes, a pessoa só tivesse conteúdos em que se basear, para saber se a pessoa lhe agradava, mas depois, aos poucos, a pessoa percebesse o estilo de cada um. E com base no estilo pudesse compreender mensagens que antes não eram claras, e entender em que medida há pessoas que lhe dão carinho quando conversam, enquanto outras, não. Pessoas que ao falarem cobram, e outras que apenas dão sugestão.

É então que a pessoa começa a perceber como muitas pessoas a amam, de forma sutil, enquanto outras se afastam. Começa também a perceber a forma pela qual ela mesma trata os amigos e amigas, e entender melhor os próprios limites - a timidez, o autoritarismo, a impaciência. É assim que a pessoa começa realmente a se conhecer.

Mas é um trabalho sutil e que precisa tornar-se constante para surtir algum efeito. Como uma espécie de espelho em que nos vemos, refletimos sobre o que recebemos e o que fazemos, compartilhamos experiências de fala, de visão - e de toque. Antes disso, era como se a pessoa estivesse presa numa bolha de plástico, vendo tudo do lado de forma. Com essa nova forma de conhecer, o mundo se torna tátil, forte, fundamental.

Mas tudo surge, nesse processo, de forma muito suave, com os detalhes indicando o que importa. Com os tons assumindo cores que muitas vezes surpreendem. E com os amores surgindo aonde menos se espera.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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