o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Quando a porca torce o rabo

Uma pessoa que insiste no que é correto pode acabar sendo injusta se não entender que, no trato social, a gente não pode sair condenando a torto e a direito, sem a devida assunção de provas ou mesmo sem deixar o outro falar.


1146719_5264146o74098652_82769233_n.jpgQuem sofre de algum problema psiquiátrico e consegue ter um pequeno tempo de reflexão sobre seu problema, pode se deparar com situações passadas em que ele próprio, talvez por excesso de rigidez, tenha possibilitado o surgimento desse tipo de problema ou mesmo do seu agravamento. É o momento em que a pessoa se sente corresponsável por efeitos que hoje podem fugir do seu controle.

Claro, quem pensa em situações desse tipo pode acabar achando que a pessoa, quando descobre esse tipo de situação, precisa fazer um mea culpa (uma admissão de culpa ou de responsabilidade), ou mesmo uma contrição que lhe permita pensar a situação com maior condescendência. Pois por vezes parecemos não ser bem totalmente donos de nossos atos, e isso pode fazer com que sintamos uma culpa excessiva pelo que aconteceu, quando refletimos posteriormente.

Ocorre que muitas vezes esse excesso de rigidez anterior pode se dever a uma tendência natural do ser humano, ou a algo pelo que a pessoa passou e que incentivou, até em função de alguma paixão, de alguma tendência inelutável dos seus meios de pensamento, de algum traço de caráter que, em algumas situações, pode conduzir a bons resultados mas que, em outras, pode acabar sendo excessivo. Por exemplo, uma pessoa que insiste no que é correto pode acabar sendo injusta se não entender que, no trato social, a gente não pode sair condenando a torto e a direito, sem a devida assunção de provas ou mesmo sem deixar o outro falar.

Mas, voltando ao começo deste texto, quem sofre de algum problema psiquiátrico resultante, a longo prazo, de uma tendência do seu caráter pode acabar se culpando - o que considero excessivo -, mas deve de qualquer forma sopesar uma tendência que cultivou por muito tempo e tentar entender como ela ocorreu. Agora, porém, para essa pessoa, só resta refletir nos efeitos sobre os quais não tem mais controle, dirão alguns. Não diria bem isso. Pois a religião, a terapia e outras formas de tratar o relacionamento com as outras pessoas serve, em grande medida, para colocar a pessoa de frente com o outro. Para, com isso, ela se defrontar consigo mesma.

Ocorre que isso a gente só consegue com amor. Pelo outro e por nós mesmos.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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