o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

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Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Simbologias de uma religião viva

Quando vemos as imagens nós sempre auferimos uma impressão relevante. Quando vemos apenas a cruz estilizada, entendemos uma coisa. Quando a vemos numa paisagem com pôr-do-sol, entendemos outra coisa.


Jesus-Cristo-e-as-crianças.jpgÉ e não é fácil chamar a si mesmo de cristão. Poucos sabem, mas, no começo dos tempos, a denominação era até certo ponto pejorativa, e as pessoas apontavam o dedo para elas. Mas a religião avançou, a Igreja Católica encontrou seu lugar, o Evangelho se tornou conhecido de todos, e hoje chamar a si mesmo de cristão é, em alguns ambientes, quase fora de moda. Estranho, até.

Os símbolos da cristandade são os mais variados. A cruz é o mais conhecido deles. Mas a própria cruz pode aparecer de diversas formas. Como um crucifixo simples, com a imagem de Cristo crucificado, com adornos luxuosos, com adornos folclóricos, apenas em seus traços. A cruz pode aparecer de tantas formas como pode ser compreendida.

Compreender a cruz, por outro lado, pode fazer-nos crer eminentemente do sofrimento em que consiste viver como cristão. Ou pode nos fazer entender algo mais íntimo, ligado ao sofrimento de Cristo, e de tudo o que ele fez por nós. Ou pode nos fazer lembrar de outras coisas, como o trajeto em que Cristo carregou a cruz, o sofrimento de ter sido imolado e crucificado, e de diversos momentos que ocorreram com ele enquanto permanecia ali.

Mas há outros símbolos ligados à cristandade. A pomba, que simboliza o Espírito Santo, é um deles. Os próprios momentos de pregação de Jesus podem gerar muitos outros símbolos. Como a hóstia. O cálice. A ocasião em que ele expulsou os mercadores do templo. E cada um desses símbolos nos passa uma impressão.

Voltando à cruz, há aquelas - que se tornaram artisticamente clássicas - que mostram um cadáver em putrefação, a tal ponto que consiga nos comover. Outros mostram um Jesus mais estilizado, bonito, repleto de adornos dourados. Outros mostram um Jesus majestoso, em cruzes majestosas. Cada cruz mostra Jesus de forma que nos agrada mais ou menos.

Mas quando vemos as imagens nós sempre auferimos uma impressão relevante. Quando vemos apenas a cruz estilizada, entendemos uma coisa. Quando a vemos numa paisagem com pôr-do-sol, entendemos outra coisa. Quando a vemos com a imagem de Jesus, temos outra impressão. Quando vemos cruzes feitas com efeitos de luz, temos outra impressão. Tenho me acostumado a guardar imagens de cruzes que me fazem aceitar a cruz sempre de forma diferenciada.

Mas antes de mais nada creio que temos de perceber que Jesus teve ensinamentos a passar. Que os símbolos dizem respeito a gestos e coisas concretas. Que nos prendermos em elucubrações sem lermos o que de fato foi escrito, e entendermos ali as diversas acepções envolvidas, é ver pela metade, e começarmos a viajar em coisas que são bem claras, até para nós.

Quem sabe tenha sido essa mania de criar imagens e delas inferir comportamentos que tenha gerado aqueles cismas na Europa, com pessoas quebrando imagens, destruindo templos, e com isso dividindo a religião em diversas outras.

Sei apenas que hoje, quando me meto a refletir em religião, tendo a preferir aquelas imagens, na verdade cenas, em que Jesus está falando com as pessoas. Ou trechos em que pessoas são curadas, e ele fala mensagens que ficam na nossa mente. Reparando que ele veio para nos salvar, mas que não se crucificou o tempo todo. Que ele esteve entre nós e que foi algo que nos mudou para sempre.


Contreraman

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