o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

Veja ao seu redor - a saída existe e está em tudo e em todos nós

Contreraman

Antes:
E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

Depois:
Vale o que tem amor.

Sobre quem se presta a prestar contas de si

De nada adianta, para aquele que sofre os efeitos dessa ausência de translucidez consigo mesmo, tentar apelar para qualquer autoridade externa. O problema desse tipo de pessoa está nele mesmo, nas suas escolhas, e nas formas pelas quais esconde de si a verdade.


se-arrepender-800x400.jpgA quem presta sempre contas a si mesmo, não é difícil olhar-se no espelho. Mas para aqueles que mantêm esqueletos no armário (alguns dos quais nem passavam mais pelas suas lembranças), ou que mantêm dores guardadas a sete chaves, sem que eles mesmo consigam acessá-las, torna-se muitas vezes difícil encarar a dura realidade de ser o que se é.

Para tal existem também as religiões, que sempre nos lembram de onde viemos e para onde vamos, assim como quem efetivamente somos. Pois, por mais bem-intencionado que alguém possa ser, costuma também guardar consigo pecados que não consegue admitir, erros de que não se lembra (e consequências das quais tenta se afastar), enganos que podem tê-lo conduzido errado demais na vida. Todos temos nossos percalços.

A religião católica tem o Espírito Santo, como aquele poder que nos irmana com Deus e que nos comunica sua verdade, que é a nossa. Por isso é que muitos que professam essa religião mantêm-se absortos, em determinados momentos, para vê-lo cair neles ou mesmo permitir-lhes simplesmente a Sua presença. Não é algo sobre o que se deve brincar, quando vemos a pessoa temente a Deus esperando por Ele. Porque ele revela, ele comunica a verdade, aquela verdade de que nos havíamos esquecido. Pois Ele não se esquece.

De nada adianta, para aquele que sofre os efeitos dessa ausência de translucidez consigo mesmo, tentar apelar para qualquer autoridade externa. O problema desse tipo de pessoa está nele mesmo, nas suas escolhas, e nas formas pelas quais esconde de si a verdade. Acontece que quando essa pessoa se converte (o que é sempre benfazejo) as máscaras caem então adoidado. A pessoa parece ver-se como uma cebola, afastada de tudo aquilo que fingia para si e para os outros. E começa a se olhar como realmente é.

É uma experiência forte, essa. Uma experiência de descoberta e de decepção. Descoberta de si, o que é sempre bom, e decepção de si, que é o preço a pagar por ela. Uma decepção funda, que não é qualquer lamento que torna algo palatável. É preciso tempo para entender - e ainda mais para aceitar. Ocorre que os erros muitas vezes estavam lá longe, e que para atendê-los é preciso vagar, tempo e atenção. É preciso também carinho. Porque os erros não desaparecem ao notá-los. Eles continuam lá, olhando para nós.

Cumpre torcer para que essas pessoas tenham força suficiente para encarar o novo desafio de serem o que sempre foram - mas de que haviam se esquecido. Que tenham persistência e fé ao lutar contra o mundo, agora sabendo realmente tudo o que são e o que pretendem ainda ser. Claro que o primeiro sinal para isso é a humildade. A humildade de saber-se limitado e sujeito a todo tipo de erro. Quando isso acontece, a pessoa passa então a tomar mais cuidado.

E isso é bonito.


Contreraman

Antes: E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem. Depois: Vale o que tem amor..
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