o olhar amor na arte após o fim da arte e da filosofia

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E as coisas que continuam já se foram. E as que se foram continuam para nunca terminarem. Até um fim que nunca vem.

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O advento - ou uma espera

Quem crê percebe tanto nos presépios que ornam os templos que por pouco não consegue deixar de se maravilhar - e de se emocionar.


advento_2015112802-625x469.jpgQuem é mais afeito à religião cristã vê, nos cultos e missas por aí, que os padres e outros ministros se vestem diferentemente e passam a divulgar o chamado advento.

O advento, para quem crê, consiste numa espera, na celebração de uma espera, e na rememoração de uma espera que ocorre todo ano. A espera pelo nascimento de Jesus.

Essa espera, claro, é celebrada aos poucos, tão logo novembro vai terminando e dezembro, o mês do Natal, está para despontar. É uma espera por um nascimento, sim, mas pela celebração desse nascimento, ou seja, pelo aniversário.

É como se o crente celebrasse um aniversário que sempre se mantém o mesmo, porque Cristo está vivo (ao menos para ele), e porque o aniversário apenas (como se fosse pouco) serve para celebrar o dia em que ele veio ao mundo.

Quem não é muito afeito a coisas de religião vê os presépios por aí e meio que passa batido por eles. Claro, os presépios são quase todos os mesmos, repetem os mesmos temas, e possuem uma singeleza que os desavisados não conseguem captar.

Mas quem crê percebe tanto nos presépios que ornam os templos que por pouco não consegue deixar de se maravilhar - e de se emocionar. Basta, para quem crê, reparar no significado dos itens marcados nos presépios para as lágrimas correrem.

Porque com essas lágrimas corre a fé, que permanece firme em quem acredita - e que nos faz insistir mesmo quando por vezes a razão parece nos dizer o contrário. O nascimento dEle torna-se então algo simbólico que nos traz a Jesus vivo, aqui, ao nosso lado, falando aquilo que lemos nos Evangelhos.

Nesse sentido, por mais humildes que sejam os presépios que vemos, e que montamos, a quem crê os detalhes, por mais humildes também que possam ser, remetem a aspectos da fé que aos outros não assumem tamanha importância.

Tenho, aqui, ao meu lado, um presépio de poucos reais comprados numa lojinha qualquer, por exemplo. Mas basta-me ver a Jesus, e a sua figura, aqui presente numa peça plástica bem mal-feita, para entender a que tudo isso rememora. E me emociono.

O advento é então uma espera. Uma espera por um acontecimento que ocorre todo ano, e que remete a um aniversário que sempre mantém a Jesus com a mesma idade. Uma idade eterna, de um pai que está sempre ao nosso lado, e que vemos nascendo, como um bebê, ingênuo, simples, em meio a animais e a figuras santas.

Quem vê presépios com os Reis Magos vê ainda mais, claro. Mas o tesouro que, na pessoa que crê, se esconde para Jesus é muito maior do que qualquer tesouro à mostra. Por isso, às vezes para ver melhor é preciso ver menor. Ver pequeno. Ouvir com o coração.

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