o reverso do ser

reflexões sobre literatura e arte

Sara Timóteo

Sara Timóteo publicou Deixai-me cantar a floresta e Chama fria ou lucidez em 2011 pela Papiro Editora na sequência da atribuição, respetivamente, do 1.º e do 2.º lugar no 2.º Concurso de Poesia Aníbal Faustino em 2009.

Publicou em 2012 Refúgio Misterioso; em 2014 publicou Os Passos de Sólon (prémio Mensagem Notável atribuído pela Lua de Marfim Editora), Elixir Vitae e Os quatro ventos da alma (menção especial no Prémio Literário Glória Marreiros 2014), todos através da Lua de Marfim Editora.

Em 2015, publicou O Telejornal (peça de teatro infantil) através dos Cadernos de Santa Maria.

Em 2016, publicou O Corolário das Palavras (Rui M. Publishing, e-book) e o livro de poesia Refracções Zero.

Em 2017, publicou Compassos e Diário Alimentar (Costelas Felinas, Brasil).

Em 2018, publicou «Manual dos Ofícios: um conto longo sobre a anuência do mal», concorrente ao Prêmio Oceanos 2019.

Tem dois livros de não-ficção e um livro de poesia bilingue publicados nos E.U.A..

Notícia enquanto narrativa

Este artigo lida com uma ideia amplamente difundida quanto à narrativa veiculada pela notícia: é a de que esta corresponde à forma mais isenta de olhar para um determinado acontecimento numa dada altura.


Esta recensão crítica terá como base os textos «Contando ‘estórias’» da autoria de Gaye Tuchman e «Mito, registo e ‘estórias’: explorando as qualidades narrativas das notícias» da autoria de S. Elizabeth Bird e de Robert W. Dardenne. A problemática comum é a relação do acontecimento transformado em notícia com a “realidade”, ou, por outras palavras, os princípios conceptualmente operativos do processo noticioso.

Será conveniente acrescentar que Tuchman enfatiza, do processo noticioso, a transformação de acontecimentos em notícias (e, logo, os princípios que estão na base da selecção e da definição de um acontecimento noticioso), ao passo que Bird e Dardenne questionam a relação entre a notícia como um tipo específico de sistema simbólico (e, logo, as qualidades narrativas da notícia) e a “realidade”.

A abordagem de Tuchman decorre, portanto, de um modo de explicação funcional, uma vez que a autora considera que o estudo dos princípios de organização que estão na base da selecção e definição dos acontecimentos noticiosos segundo a frame analysis cumpre a função útil de facilitar o estudo da parte do sistema social na qual se insere o processo noticioso.

Bird e Dardenne optam por um esquema de inteligibilidade actancial, uma vez que se debruçam sobre a influência do comportamento dos actores sociais (não esquecendo que estes comportamentos que resultam no fenómeno estudado cumprem as exigências do sistema social como um todo) no retrato que através da sua produção noticiosa temos da realidade. Em suma, Tuchman utiliza a análise e a aplicação dos conceitos de frame e de strip de Goffman neste contexto porque considera que estes não pressupõem que uma “transformação” ocorra quando os acontecimentos noticiosos se tornam estórias e porque não pressupõem também uma correspondência necessária entre acontecimento e ‘estória’. Por sua vez, Bird e Dardenne centram a sua análise na necessidade de estudar as qualidades narrativas da notícia enquanto construção cultural porque consideram que as ‘estórias’ não surgem directamente a partir dos factos, correspondendo ao triunfo da fórmula de construção narrativa e não ao triunfo da objectividade e que a notícia corresponde, assim, a um tipo específico de sistema simbólico, uma vez que existe uma relação nada pacífica entre a “realidade” e a ‘estória’ sobre a “realidade”. O seu texto é a aplicação desta ideia de narrativa cultural à produção noticiosa, embora já tivesse sido explorada noutros contextos de investigação, como na antropologia cultural, na antropologia física, na história e no estudo dos media em geral.

Tuchman refere os conceitos de happening e de news story e explicita e aplica os conceitos de frame e de strip para desenvolver a ideia de que a frame analysis pode ajudar no estudo dos princípios de organização que estão na base da selecção e definição dos acontecimentos noticiosos. Bird e Dardenne exploram os conceitos de notícias hard e notícias soft, de mito, de valores-notícia e de registo para delinear ideias convergentes acerca de como os jornalistas constroem ‘estórias’ e de como estas se relacionam com a cultura da qual são tanto o reflexo como a representação.

Tuchman sugere um método para analisar os princípios de organização que estão na base da selecção e definição dos acontecimentos noticiosos: a frame analysis (Tuchman, 1976-1993:258). Para isso, vai explicitar e aplicar os conceitos de frame e de strip da autoria de Goffman.

Segundo Tuchman, os relatos de acontecimentos são ‘estórias’ acerca dos temas e dos conflitos de uma sociedade particular recontadas ao longo de anos e décadas (Hughes citada por Darnton citado por Tuchman, 1976-1993:258). Darnton (citado por Tuchman, 1976-1993:258) relata que, enquanto era repórter de polícia e andava à procura de uma “boa ‘estória’” num determinado dia, descobriu que haviam roubado uma bicicleta de criança. Ele escreveu e publicou uma ‘estória’ tocante, realçando o drama humano da perda de propriedade do miúdo e soube posteriormente que, na prática, a mesma ‘estória’ saíra no seu jornal há alguns anos atrás. Acerca deste episódio que serve de ilustração ao facto de as ‘estórias’ serem recontadas vezes sem conta, Tuchman (1976-1993:258) refere que implícita no ensaio de Darnton está a noção de ‘estórias’ enquanto equipamento profissional para transformar acontecimentos em news stories, embora não esteja presente uma técnica para analisar esse processo de transformação.

Tuchman decide, então, aplicar os conceitos de frame e de strip já trabalhados anteriormente por Goffman às notícias e aos acontecimentos noticiosos:

Como se mostrará, os conceitos de Goffman são particularmente úteis porque eles não pressupõem que uma transformação ocorra quando os acontecimentos noticiosos se tornam ‘estórias’. Nem pressupõem que haja necessariamente correspondência entre acontecimento e ‘estória’. (Tuchman, 1976-1993:258-259).

A partir daqui, Tuchman define, em primeiro lugar, os conceitos de frame e de strip:

Como Goffman o define, um frame é «constituído pelos princípios de organização que governam os acontecimentos- pelo menos os sociais- e o nosso envolvimento subjectivo neles». Os frames organizam as strips do mundo quotidiano, entendendo-se por strip «uma fatia ou corte arbitrário do fluxo da actividade corrente». (Goffman citado por Tuchman, 1976-1993:259).

Em segundo lugar, Tuchman aplica os conceitos às news stories, nomeadamente à selecção, por parte dos repórteres, daquilo que faz parte de um acontecimento noticiável:

Assim, utilizando as convenções de news story como frame, os repórteres conseguem mais do que fazer um acontecimento público; eles definem o que é e quais os happenings amorfos que fazem parte dos acontecimentos. (Smith citado por Tuchman, 1976-1993:259).

Por fim, Tuchman refere que, como frames, as ‘estórias’ oferecem definições da realidade social e que são, portanto, os dispositivos de framing (noticiar, acrescentar uma determinada informação) que identificam os happenings. Assim, Tuchman afirma que

Ser um repórter que lida com factos e ser um contador de ‘estórias’ que produz contos não são actividades antitéticas. De facto, é muito provável que alguns acontecimentos nunca consigam “ser notícia” porque o catálogo de antigos frames de ‘estórias’ não inclui um frame particular que se lhes possa aplicar. Noutro local sugeri que isto pode ter sido o caso durante algumas fases da reportagem acerca do movimento feminista. (Tuchman, 1976-1993:261).

Tuchman estende ainda a sua análise ao domínio da filosofia, equiparando o conceito de frame com o de ‘estórias’ e com o de “ideias”: a análise do frame faz com que a noção de ‘estória’ e as suas características formais sejam acessíveis à análise social (Tuchman, 1976-1993:262). Tuchman conclui, portanto, que a notícia é uma realidade construída com a sua própria validade interna e que os relatos noticiosos se assemelham à literatura por serem mais uma realidade selectiva do que uma realidade sintética, existindo por si só; e que são, sobretudo, relatos noticiosos que colocam um mundo à nossa frente (Tuchman, 1976-1993:262).

Bird e Dardenne, por sua vez, interrogam-se sobre as qualidades narrativas das notícias e sobre o que significa construir ‘estórias’, partindo da noção da notícia como um tipo específico de sistema simbólico e procurando descortinar a relação entre a “realidade” e as ‘estórias’ sobre a “realidade” (Bird e Dardenne, 1988-1993:263). Os autores propõem-se delinear ideias convergentes acerca de como os jornalistas constroem ‘estórias’ e de como estas se relacionam com a cultura da qual são tanto o reflexo como a representação (Bird e Dardenne, 1988-1993:263-264). Em primeiro lugar, Bird e Dardenne distinguem as ‘estórias’ dos factos, considerando a notícia como um tipo específico de sistema simbólico e identificando, a partir desta definição, a necessidade de estudar as qualidades narrativas da notícia enquanto construção cultural (Bird e Dardenne, 1988-1993:263-264). Esta necessidade ocorre também noutras disciplinas científicas, como é o caso da antropologia cultural (Marcus citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:264), da antropologia física (Landau citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:264), da história (Ricoeur citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:264) e da comunicação social em geral (Bennett e Edelman citados por Bird e Dardenne, 1988-1993:264). Assim, os autores partem dos seguintes pressupostos: • As ‘estórias’ não surgem directamente a partir dos factos, correspondendo ao triunfo da fórmula narrativa e não ao triunfo da objectividade; • A notícia é um tipo específico de sistema simbólico e existe uma relação nada pacífica entre a “realidade” e as ‘estórias’ sobre a realidade. Em segundo lugar, Bird e Dardenne sugerem que, para estudar devidamente o fenómeno noticioso, se torna necessário desconstruir a dicotomia básica entre notícias hard e notícias soft nas suas várias manifestações: notícias “importantes” em oposição a “interessantes” (Gans citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:264), “notícias” em oposição a “interesse humano” (Hughes citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:264), “informação” em oposição a “estória” (Schudson citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:264) e artigos noticiosos que edificam em oposição aos artigos noticiosos que entretêm (Hughes citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:264). Para os autores, a distinção entre notícias hard e soft não é relevante nem válida e impede um olhar isento sobre a realidade das notícias enquanto narrativas culturais:

Para compreender o que são as notícias enquanto narrativas e o que fazem, temos de pôr de lado a dicotomia importante/interessante e olhar para as “estórias noticiosas” como um todo- tanto como um elemento de trabalho que é uma ‘estória’ contínua de actividade humana, e como ‘estórias’ individuais que contribuam para essa ‘estória’ contínua. (Bird e Dardenne, 1988-1993:264-265).

Em terceiro lugar, Bird e Dardenne propõem que se estudem as notícias como narrativa mitológica, considerando que as notícias, como os mitos, não «contam as coisas como elas são», mas «contam as coisas segundo o seu significado». Assim, as notícias são um tipo particular de narrativa mitológica com os seus próprios códigos simbólicos que são reconhecidos pelo seu público (Bird e Dardenne, 1988-1993:267). Portanto, as notícias apresentam as seguintes qualidades narrativas: orientam (Park citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:265), são comunais (Dewey citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:265) e são ritualistas (Carey citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:265). Enquanto mito, a notícia constrói o seu próprio mundo (Frye citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:266), fornecendo respostas credíveis a perguntas desconcertantes e explicações prontas dos fenómenos complexos, tais como o desemprego e a inflação (Jensen citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:266). Todas estas qualidades e funções da notícia enquanto narrativa mitológica reforçam a ideia de as orientações e criações na narrativa serem culturais, não naturais; as notícias, como a ‘estória’, dotam os acontecimentos do passado de fronteiras artificiais, «construindo totalidades significativas a partir de acontecimentos dispersos» (Ricoeur citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:265). Deste modo,

Tais notícias são uma fonte importante de informação sobre os contornos normativos de uma sociedade. Informam-nos do que está certo e errado, dos parâmetros para além dos quais não nos devemos aventurar e das formas que o demónio pode assumir. Uma galeria de tipos populares- heróis e santos, e também bobos, vilões e demónios- é publicitada não só na tradição oral e no contacto cara-a-cara, mas a públicos muito mais vastos e com recursos dramáticos muito maiores. (Cohen e Young citados por Bird e Dardenne, 1988-1993:267).

De facto, sabemos, quando lemos ou ouvimos uma notícia, que estamos numa “situação narrativa” particular que exige um tipo específico de posição para ser compreendida (Barthes citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:267). Em quarto lugar, partindo do estudo da notícia como uma narrativa mitológica que só vive se for constantemente recontada, os autores afirmam que os valores-notícia são códigos culturalmente específicos de contar ‘estória’ (Bird e Dardenne, 1988-1993:267-269): a «maioria das ‘estórias’ são simplesmente actualizações menores de notícias anteriores ou novos exemplos de temas antigos» (Graber citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:269). Em termos práticos, isto significa que as regras e as fórmulas são essenciais para o trabalho dos jornalistas, que podem fazê-lo confortavelmente com todas as ferramentas de contar ‘estórias’, dando-lhes um esqueleto sobre o qual colocam a carne da nova ‘estória’ (Bird e Dardenne, 1988-1993:268-269).

Em quinto lugar, Bird e Dardenne propõem uma nova forma de distinguir as notícias com base no estudo das suas qualidades narrativas: a distinção entre “registo” e “estória” correspondendo o “registo” ao pano de fundo de acontecimentos e não sendo mais objectivo do que a ‘estória’ (Bird e Dardenne, 1988-1993:269). Finalmente, os autores apontam algumas implicações possíveis da proposta que apresentam: • A existência de uma relação mais estreita do que se pensava entre as notícias e os valores culturais (Colby citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:270-271; Rice citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:271; Corrigan citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:271; Smith citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:271; Scholes citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:271); • O facto de as notícias corresponderem a uma “moralização da realidade” (White citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:277); • Por fim, o facto de as notícias, enquanto formas narrativas, corresponderem a um esquema para perspectivar o mundo e viver a vida (Johnson citado por Bird e Dardenne, 1988-1993:276).

Todos os textos estudados revelam uma preocupação comum com o facto de a notícia corresponder a uma construção social/cultural da realidade, o que implica o “encaixe” da notícia numa estrutura previamente existente. No entanto, é possível sugerir que a notícia não constitui uma realidade com a sua exclusiva validade interna, decorrendo antes de um processo mais vasto e abrangente-a própria comunicação social.

Neste sentido, podemos apontar a própria comunicação social como uma construção cultural em que o próprio comunicador está limitado. Gerbner, por exemplo, chamou a atenção para as influências “internas” exercidas pelo público do órgão de comunicação social, pela respectiva hierarquia e, de um modo geral, pelo grupo redactorial; e as influências “externas” exercidas pelas autoridades (nomeadamente através do arsenal legislativo), pelas organizações que intervêm no tecido social de um ponto de vista social, político ou económico ou pelo patronato (Gerbner citado por Rebelo, 2000:57-58). É ainda neste sentido que Tuchman refere, noutro texto, um conceito operativo de “objectividade”, que pode ser concebida como um ritual estratégico destinado a proteger os jornalistas dos riscos da sua profissão e que é identificada com factos observados e/ou verificados, que a autora concluirá serem fruto de uma percepção selectiva (Tuchman,1972-1993:74, 78, 88-90) exercida pelo jornalista (ou news judgement-Tuchman, 1972-1993:83, 85). De facto,

O discurso do jornal é, antes de mais, uma leitura. Começa-se por ler o real. E, ao ler, por sublinhar, por isolar o “facto”, o “acontecimento”. E, ao isolar, por outorgar ao “facto”, ao “acontecimento” isolado, um estatuto que vai permitir o seu transporte e a sua (re) escrita. O seu transplante. (Compagnon citado por Rebelo, 2000:65).

Assim,

Não há jornalismo sem moral. Todo o jornalista é um moralista. É absolutamente inevitável. Um jornalista é alguém que observa o mundo e o seu funcionamento, que diariamente o vigia de muito perto, que dá a ver e a rever o mundo. E não consegue fazer este trabalho sem julgar o que vê. É impossível. Por outras palavras, a informação objectiva é um logro total. Uma impostura. Não há, de facto, jornalismo objectivo. Consegui desembaraçar-me de muitos preconceitos, dos quais este é, em minha opinião, o principal. O de acreditar na objectividade possível do relato de um acontecimento. (Duras citada por Mesquita, 2000:24).

Todas as implicações para a ideia de objectividade no jornalismo decorrem, portanto, do desmoronar de uma ideia algo mecanicista do próprio processo de comunicação:

(...) temos dois membros da sociedade, A (o autor) e B (o leitor); as relações sociais entre eles são imutáveis e não sujeitas a troca; temos, também, uma mensagem completa x que deve ser simplesmente remetida por A a B. Nessa mensagem completa x distingue-se “o que é que” («conteúdo») e o “como” («forma»). (...) O esquema proposto é radicalmente falso. Na realidade, as relações entre A e B estão em transformação e em formação permanentes e continuam a modificar-se ao longo do próprio processo de comunicação. De igual modo, não existe nenhuma mensagem completa x. A mensagem forma-se no processo de comunicação entre A e B. Em seguida, ela não é transmitida por um ao outro, mas construída entre eles como uma ponte ideológica, no processo da respectiva interacção. (Bakhtine citado por Rebelo, 2000:60-61).

Não é apenas o processo noticioso que “encaixa” em convenções culturais previamente existentes, mas todo o acto de comunicar:

Nenhum membro da comunidade verbal encontra, alguma vez, palavras neutras isentas de aspirações e de avaliações feitas por outro, inabitadas pela voz de outro. Não, ele recebe sempre a palavra pela voz do outro e essa palavra está sempre preenchida pela voz do outro. (Bakhtine citado por Rebelo, 2000:60-61).

Bibliografia

Bird e Dardenne (1988) “Mito, registo e ‘estórias’: explorando as qualidades narrativas das notícias” in Nelson Traquina (org) Jornalismo: Questões, Teorias e “Estórias”(1993), Lisboa, Vega

Mesquita, Mário (2000) “Em Louvor da Santa Objectividade” in Jornalismo e Jornalistas, nº 1, Janeiro-Março

Quivy e Campenhoudt (1998) Manual de Investigação em Ciências Sociais, Lisboa, Gradiva

Rebelo, José (2000) “Estratégias enunciativas” in O Discurso do Jornal, Lisboa, Editorial Notícias

Tuchman, Gaye (1972) “A objectividade como ritual estratégico: uma análise das noções de objectividade dos jornalistas” in Nelson Traquina (org) Jornalismo: Questões, Teorias e “Estórias”(1993), Lisboa, Vega

Tuchman, Gaye (1976) “Contando ‘estórias’” in Nelson Traquina (org) Jornalismo: Questões, Teorias e “Estórias”(1993), Lisboa, Vega


Sara Timóteo

Sara Timóteo publicou Deixai-me cantar a floresta e Chama fria ou lucidez em 2011 pela Papiro Editora na sequência da atribuição, respetivamente, do 1.º e do 2.º lugar no 2.º Concurso de Poesia Aníbal Faustino em 2009. Publicou em 2012 Refúgio Misterioso; em 2014 publicou Os Passos de Sólon (prémio Mensagem Notável atribuído pela Lua de Marfim Editora), Elixir Vitae e Os quatro ventos da alma (menção especial no Prémio Literário Glória Marreiros 2014), todos através da Lua de Marfim Editora. Em 2015, publicou O Telejornal (peça de teatro infantil) através dos Cadernos de Santa Maria. Em 2016, publicou O Corolário das Palavras (Rui M. Publishing, e-book) e o livro de poesia Refracções Zero. Em 2017, publicou Compassos e Diário Alimentar (Costelas Felinas, Brasil). Em 2018, publicou «Manual dos Ofícios: um conto longo sobre a anuência do mal», concorrente ao Prêmio Oceanos 2019. Tem dois livros de não-ficção e um livro de poesia bilingue publicados nos E.U.A...
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