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Todo pensamento deveria lembrar a ruína de um sorriso.

Marcelo Vieira

"Pode ser artista apenas aquele que tem uma religião
própria, ou seja, uma intuição do infinito". (Friedrich Schlegel)

Sob o signo do caos

O cinema independente é marginal, é arte, e acima de tudo é Caos. Seja ele o caos das formar já consagradas, os enquadramentos já mornos em nossos olhos. É preciso ir além. inventar novas formas, novos amores, novas intrigas, novas melancolias oníricas. Jean-Luc Godard uma vez declarou: “Tudo que você precisa para um filme é uma arma e uma garota”. A garota esta aqui no (Caos em Lá menor) e a arma também, e esta arma é o Amor. Uma arma carregada, que causa maiores danos quando não é descarregada, quando ela insiste em não disparar!


O signo do caos é o próprio caos” _Rogério Sganzerla

544413_310712425731174_90639254_n.jpg Caos em lá menor é um ensaio SomImagem sobre alguns rituais do amor platônico. Por não ser uma tese, cria uma transfiguração de seu signo. Um lirismo sutil e onírico conduz o espectador ao mundo do Homem Solitário – César da Conceição – que espera a sua amada Laura – Meire Lua – em sua casa. (Plano de Fundo – Amor x Idealismo)

54958_230788243723593_909259227_o.jpg O que uma simples ideia de visita pode causar? Expectativa? Ansiedade? Futuro na memória? Longe de ser um Lugar-comum o curta metragem trás à tona uma Ode ao Desejo simples e às vezes infantil do querer ser amado pelo objeto desejado. O que acaba levando ao desespero e o desconforto ante a vida. Experiência rítmica na montagem. Uma busca de uma linguagem própria: um retorno ao cinema de autor. A banda sonora participa como um terceiro personagem que respira e dialoga.

150644_423410531061594_465749588_n.jpg Dialética Machadiana, aqui o personagem principal conta a sua estória tal qual Dom Casmurro mediante sua visão dos fatos ocorridos, mas nesse ponto começa e acabam as comparações de criação. O curta metragem segue outro caminho; Existencialismo, Romantismo & Comédia Humana. Este filme faz parte de uma nova estética proposta pelo grupo de cinema experimental Artistas da Fome, que visa um cinema da “Transfiguração”. Daí a plurivalência de símbolos, o emprego poético de relações entre os elementos, reivindicando novos fatores estruturais de ritmo x forma: Caos em imagens.


Marcelo Vieira

"Pode ser artista apenas aquele que tem uma religião própria, ou seja, uma intuição do infinito". (Friedrich Schlegel).
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