ode de sede - por ora, a escrita.

"poeta é quem vê o que não é de dizer e ainda assim, diz."

Nós, mulheres que somos apaixonadas por moleques

por em 02 de fev de 2012 às 04:31 | 4 comentários

Uma feminista ortodoxa dizendo o que outras feministas sabem - mas não gostariam de dizer, nem ouvir.

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Ah, a malandragem...

A malevolência.

O jeito de andar jogado.

O desequilíbrio entre os pés e as mãos...

Usam constantemente a malandragem como se soubessem manuseá-la. Querem enfiar a mão por dentro do decote alheio a qualquer custo.

[e não sentem vergonha disso]

A arma mais perigosa que um falo espertinho pode possuir.

Mulheres: depois que aprendemos a mentir para os homens, essa ação desumana vira regra - gostamos de menininhos indefesos que se acreditam muito poderosos. Se nossos quadris acompanharem a dança lenta desses pés, o gozo será imediato. Haverá uma invasão de suor

e rios de cabelos nos travesseiros do Bob Esponja

e cuecas minúsculas caídas pelo chão do quarto

e camisinhas refrescantes (coisa que moleque de cueca cagada gosta)

e cadarços segurando as bermudas largas daqueles corpinhos sem bunda

e pílulas do dia seguinte.

Não. Não há nada mais doce.

[não posso enxergar, onde está?]

Nada é mais açucarado do que aquela voz tentando escalar a nossa suposta grandiosidade intelectual,

{digo, de nós, mulheres, que não temos escrúpulos e batemos no peito por isso}

a nossa falta de vergonha,

a nossa necessidade de afronta,

o nosso ataque mais letal: a capacidade de enganar.

[passar a perna nesses olhos balouçantes e molengos]

{quentes e voluptuosos}

São ventríloquos. Na nossa mão, são ventríloquos,
para os quais contamos historias.

[mas antes disso, ouvimos parábolas desinteressantes só para ver naqueles olhinhos a felicidade explicita por estarem enchendo a mulher amada de curiosidade.]

Para os quais eu dou meus ombros afim de que repousem ofegantes.

Moleques são mais amorosos. Eles não tentam dar uma aula sobre o bouquet daquele vinho Frances,

[que eu costumo roubar no Pão de Açúcar, sempre acompanhada de um molecote gentil]

ou sobre o quão difícil é sair de casa: eles ainda não passaram por isso.

Eles querem, incessantemente e somente, arrancar risos eufóricos da nossa garganta.

Eles querem fazer careta ao embeber nosso Royal Salute.

Eles querem me provar, por tudo aquilo que é mais sublime no mundo, que:

The Doors > Led Zeppelin.

. . .

intrigantes e apaixonantes.

andrezaballan
Artigo da autoria de Andreza Spinelli Ballan.
Aspirante a jornalista. Amante de cinema, artes plasticas, literatura e música intensa. Constantemente submersa em algo não nominável. .
Saiba como fazer parte da obvious.

Comentários

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Carlos

tsc.tsc.tsc.

Leo

Até que a musa descobre qual a real diferença entre fedelhos e homens e acaba preferindo este àquele, o que leva o fedelho a dar o primeiro grande passo em direção à maturidade. Essa novela é velha.

O problema das feministas ortodoxas é que elas admiram o falo a ponto de querer um para si.

Muito bom....principalmente o final...

diogo

tsc. tsc. tsc. (2) Que triste.

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