
Ah, a malandragem...
A malevolência.
O jeito de andar jogado.
O desequilíbrio entre os pés e as mãos...
Usam constantemente a malandragem como se soubessem manuseá-la. Querem enfiar a mão por dentro do decote alheio a qualquer custo.
[e não sentem vergonha disso]
A arma mais perigosa que um falo espertinho pode possuir.
Mulheres: depois que aprendemos a mentir para os homens, essa ação desumana vira regra - gostamos de menininhos indefesos que se acreditam muito poderosos. Se nossos quadris acompanharem a dança lenta desses pés, o gozo será imediato. Haverá uma invasão de suor
e rios de cabelos nos travesseiros do Bob Esponja
e cuecas minúsculas caídas pelo chão do quarto
e camisinhas refrescantes (coisa que moleque de cueca cagada gosta)
e cadarços segurando as bermudas largas daqueles corpinhos sem bunda
e pílulas do dia seguinte.
Não. Não há nada mais doce.
[não posso enxergar, onde está?]
Nada é mais açucarado do que aquela voz tentando escalar a nossa suposta grandiosidade intelectual,
{digo, de nós, mulheres, que não temos escrúpulos e batemos no peito por isso}
a nossa falta de vergonha,
a nossa necessidade de afronta,
o nosso ataque mais letal: a capacidade de enganar.
[passar a perna nesses olhos balouçantes e molengos]
{quentes e voluptuosos}
São ventríloquos. Na nossa mão, são ventríloquos,
para os quais contamos historias.
[mas antes disso, ouvimos parábolas desinteressantes só para ver naqueles olhinhos a felicidade explicita por estarem enchendo a mulher amada de curiosidade.]
Para os quais eu dou meus ombros afim de que repousem ofegantes.
Moleques são mais amorosos. Eles não tentam dar uma aula sobre o bouquet daquele vinho Frances,
[que eu costumo roubar no Pão de Açúcar, sempre acompanhada de um molecote gentil]
ou sobre o quão difícil é sair de casa: eles ainda não passaram por isso.
Eles querem, incessantemente e somente, arrancar risos eufóricos da nossa garganta.
Eles querem fazer careta ao embeber nosso Royal Salute.
Eles querem me provar, por tudo aquilo que é mais sublime no mundo, que:
The Doors > Led Zeppelin.
. . .
intrigantes e apaixonantes.
Comentários
Os comentários a este artigo são da exclusiva responsabilidade dos seus autores e não veiculam a opinião do autor deste site sobre as matérias em questão.
Carlos
tsc.tsc.tsc.
Leo
Até que a musa descobre qual a real diferença entre fedelhos e homens e acaba preferindo este àquele, o que leva o fedelho a dar o primeiro grande passo em direção à maturidade. Essa novela é velha.
O problema das feministas ortodoxas é que elas admiram o falo a ponto de querer um para si.
césar brito
Muito bom....principalmente o final...
diogo
tsc. tsc. tsc. (2) Que triste.
Deixe o seu comentário
O e-mail é obrigatório mas não será mostrado no site ou cedido a terceiros. Seja cordial e educado. Comentários ofensivos ou pouco dignos não serão publicados.