oficina da imaginação

É difícil imaginar qualquer coisa simples

Luciano Oliveira

Mais ou menos designer e blogueiro, recém formado em #Marketing e entusiasta da comunicação digital. Curioso por natureza e investigador das tendências e tecnologias disruptivas. Acredito que para ser feliz é preciso hackear a vida e não se acomodar.

Desigualdade social que alimenta o país

Desigualdade é um tema muito claro e que está contido em nosso social diariamente, mas, torna-se visível quando deixamos de lado nossa condição de conforto para observarmos a condição que o nosso semelhante vive.


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Quando falamos do sistema automaticamente entendemos como capitalismo, lógico que ele está diretamente ligado a ferida social, mas, ele não é o único que tem sido ferrenhamente criticado, o sistema que venho me referir é o individualismo humano, acredito que ele além de manter a desigualdade é também a raiz de todos os males e vem alimentando a burguesia e explorando os proletariados.

Desigualdade é um tema muito claro e que está contido em nosso social diariamente, mas, torna-se visível quando deixamos de lado nossa condição de conforto para observarmos a condição que o nosso semelhante vive.

As pessoas gritam todos os dias, vão às ruas, por reforma mudanças, achando que isso é a resolução do país, nem chegando perto ao idealismo do que seria a igualdade social, a classe média, tida em meu contexto a mais hipócrita, é aquela que da esmola ao pedinte, que faz protestos, mas tem nojo do convívio e da real defesa da classe baixa, lembrando um pouco a Revolução Francesa, uma das revoluções burguesas, no qual a burguesia (comerciantes) juntou-se aos vassalos (servos), e aconteceu o que vemos claramente hoje, a exploração das mãos que seguraram os mesmos lemas de igualdade, liberdade e fraternidade.

Será que conhecemos a igualdade e a liberdade? Chutamos sem piedade os mais baixos, temos no DNA interesse, cobiça, achamos que para as pessoas serem corretas, elas devem obedecer aos nossos padrões, negamos educação, segurança e consciência para os “pouco favorecidos”, e depois reclamamos com frases pragmáticas, “Não acredito! sustento aquele vagabundo na cadeia”, na verdade sustentamos milhares deles, com o suor do nosso trabalho na câmara, no senado, na prefeitura, no crescente nepotismo.

Arquitetamos diariamente como acabar com o bolsa família, com parte dos programas governamentais, mas, não lutamos pela dignidade dos outros, estamos bem, estamos em nosso ambiente de conforto, temos nossos trabalhos, pra que lutar pelo Direito do meu próximo? Não há motivo de irmos atrás do que não é nosso, eles que se virem, que os “vagabundos” trabalhem, sempre esquecemos que para haver aptidão e interesse no mercado de trabalho, temos que ter profissionais qualificados, mas nesse país de desigualdade descomunal, falar de dar chance a pobre é cinismo exagerado. Não sou defensor do furto, nem roubo, mas os índices nos mostram que os que cometem esse tipo de crime, são em suma pobres, negros, de classe baixa, na realidade o governo pune os inocentes aparentando sempre que a real solução é sempre essa, reeducação, resocialização, portanto, tem como reeducar e resocializar quem nunca foi educado ou socializado? Vivemos nessa enganação diária, alimentados pela frasesinha popular “A corda sempre arrebenta no lado mais fraco”.

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É muito dolorido, poucos terem tudo, e todos terem nada, o mesmo sistema que cobra, que ordena: consuma, compre, seja escravo, alimente o ciclo, pune as pessoas e diz que não podemos alimentá-los, vivemos no país que se diz democrático e culpa o cidadão por tudo, vivemos em um país em que as pessoas assistem filmes neoliberais e se emocionam (A procura da felicidade), se você não galgou o sucesso meu caro, A CULPA É TOTALMENTE SUA!

Abrimos mão de uma parcela da liberdade, do nosso dinheiro, para manutenção da sociedade, isso jamais poderá ser esquecido, não alimentemos burgueses, mas trabalhamos para que o Estado nos garanta uma melhor comodidade, não para culpar e punir as pessoas sempre.

Genuinamente, não há motivo algum para essa preocupação, quem tá no sol, limpando o para-brisa do nosso carro, pedindo esmola no transito, recebendo bolsa família, sem emprego, sem dignidade e moradia são eles, se virem, eu tenho minha casa, meu carrão e foi fruto de muito trabalho, esses “vagabundos” vão trabalhar também, individualismo é propicio a nós, mantém o luxo burguês, sustenta o sistema, na verdade o que sustenta o capitalismo é o sonho da classe média e pobre, em um dia virar burguês, “e o rico cada vez fica mais rico, e o pobre cada vez fica mais pobre”.


Luciano Oliveira

Mais ou menos designer e blogueiro, recém formado em #Marketing e entusiasta da comunicação digital. Curioso por natureza e investigador das tendências e tecnologias disruptivas. Acredito que para ser feliz é preciso hackear a vida e não se acomodar..
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