oficina da imaginação

É difícil imaginar qualquer coisa simples

Luciano Oliveira

Mais ou menos designer e blogueiro, recém formado em #Marketing e entusiasta da comunicação digital. Curioso por natureza e investigador das tendências e tecnologias disruptivas. Acredito que para ser feliz é preciso hackear a vida e não se acomodar.

E agora, ser bom ou bonzinho?

Um dos maiores desafios da humanidade é conseguir distinguir entre o bom e o bonzinho. E nosso maior objetivo deve ser primar para sermos...


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Um dos maiores desafios da humanidade é conseguir distinguir entre o bom e o bonzinho. E nosso maior objetivo deve ser primar para sermos bons. Porém, na grande maioria das vezes, nos enquadramos nos bonzinhos, o que devemos concordar que é bem diferente de ser bom.

Ser bom requer esforço contínuo, superação de limites, perseverança e dedicação ao máximo...

Já ser bonzinho requer apenas omissão de qualquer situação. Isso mesmo, porque o bonzinho nunca diz não, nunca discorda de ninguém mesmo quando sabe que tem razão, sempre agradando a todos, não possui senso crítico algum e por ai vai.

Além da prepotência do bonzinho que ele não sabe que possui, porque vive se julgando de humilde porque quer ser a unanimidade, quer ser apreciado e aplaudido por todos e vive buscando elogios intensamente, no mais, não consegue lidar ou conviver com as críticas, com opiniões contrárias, com diferenças, por isso veste-se sempre de bondade superficial como um casulo que o protege da verdade.

Na nossa sociedade estamos rodeados de bonzinhos, infelizmente; políticos bonzinhos com promessas mirabolantes para agradar o povo, profissionais bonzinhos, que preferem não enfrentar um debate, dialogar ou mesmo discordar de seu superior, professores bonzinhos que deixam seus alunos assinarem a lista e se mandarem da aula, religiosos bonzinhos que dizem somente o que os fieis desejam ouvir apenas para te-los como companheiros sem se preocupar com a verdade. Mas o pior de tudo é quando esses bonzinhos são pais.

Ser um pai bonzinho consiste em apenas dizer sim ao filho, não chamá-lo atenção com uma repreensão, não oferecer a ele a orientação que merece, não contrariá-lo. Cuidado, isso é um perigo!

Acredito que esse é o motivo pelo qual mais de 17% de nossas crianças estarem com obesidade infantil, seus pais são bonzinhos demais, fazem de tudo o que seus filhos querem. E ainda por bondade desses pais nossas crianças passam mais de 6 horas à frente da TV e com nenhum contato com os livros.

Por pura bondade dos pais nossas crianças estão vivendo abarrotadas de brinquedos e super carentes de carinho e atenção, e por bondade dos pais elas assistem a programações inúteis que não acrescentará em nada no seu desenvolvimento. Tudo culpa de quem? Dos bonzinhos.

Os pais bonzinhos tem em suas mentes que o filho pode tudo, julgam seus “guris” como santos e melhores que o filho do vizinho, criando então, super heróis e depois desconhecem as razões dos problemas que enfrentam com a prole.

Será que vamos progredir com nossa nação ou como sociedade, quando ainda não aprendemos de fato o significado do que é ser bom? O que é ser um bom pai? O que é ser um bom filho? O que é ser um bom profissional, um bom religioso ou um bom político?

O que é realmente caridade e por qual razão é ela a salvação de nosso mundo?

São questões que podemos começar a nos perguntar para chegarmos de fato a um consenso de como agir sem descambar aos excessos.

Dizer não, mas saber como dizer, discordar mas saber como discordar, colocar limites mas saber como impor, oferecer orientação mas saber também ouvir, são pontos extremamente importantes para quem pretende alcançar o objetivo de ser bom e não apenas bonzinho.

Porque ser bom requer trabalho, labuta íntima e diária, e ainda humildade para reconhecer que o gosto por ser exclusividade pode pôr tudo a perder.

Ser bom é dizer não quando preciso, é chamar atenção quando necessário, é impor limites e ensinar disciplina. Ser bom é discordar com educação.

Ser bonzinho é omissão de direitos e verdades, ser bom é agir com pulso.

Cabe a nós decidirmos onde queremos nos enquadrar:

E agora, ser bom ou bonzinho?


Luciano Oliveira

Mais ou menos designer e blogueiro, recém formado em #Marketing e entusiasta da comunicação digital. Curioso por natureza e investigador das tendências e tecnologias disruptivas. Acredito que para ser feliz é preciso hackear a vida e não se acomodar..
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