Gerhard Richter tem pinturas magníficas como as postadas abaixo. Ele trás uma renovada fé na pintura em pleno século XXI. Richter já trabalhou com fotografia e bebeu nas fontes do expressionismo abstrato, mas é difícil rotular sua obra. Alguns dizem que é neo-expressionista, o que não concordo muito, já que é uma feita com toques minimalistas. O fato é que são belíssimas.



Richter está tão em voga (ou "hot" como os americanos falam dos artistas em evidência) que o Citibank fez um relatório indicando o "investimento" em suas pinturas, o comparando com Picasso, de Kooning e Warhol.
O Citibank até compilou esse gráfico:

Abaixo trailer do documentário sobre o seu processo de produção:
Richter terá uma retrospectiva em breve no Centre Pompidou em Paris. Uma mostra imperdível para quem estiver por lá.
Um fato interessante é que em 2009 a Receita Federal do Brasil apreendeu um quadro de Richter avaliado em R$ 3,6 milhões (valor de 2001, certamente defasado), devido a entrada no país com valor declarado de apenas 1.200 dólares, o que é considerado contrabando. O quadro hoje faz parte do acervo do governo, uma pena, pois poderia ter sido doado a algum museu sério.
Abaixo a bela obra.

Mais em: olhosobretela.com
Comentários
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sergio rebouças
Quando eu me interessei pela pintura, comecei a pintar paisagens cujas montanhas pareciam as piramides do Egito. Eram sempre telas pequenas. Depois descobri as tintas acrílicas vitrais e as misturei com as a óleo, imaginando se teriam durabilidade nas telas...hoje sei que tinham.
Mas infelizmente a pintura abstrata é acatada em dimensões grandes, quanto maior a tela mais valorizada. Eu ocupava toda a tela com um fundo atuante e os motivos colocados acima deste fundo. Mas como eram pequenos formatos eram incongruentes com a pintura abstrata.
Não vejo a pintura abstrata como uma localização de um pequeno motivo no centro da tela e um esparrame de tinta amarela, por exemplo, nos demais quadrantes. O que vejo nestas telas de Gerhardt Richter é um tsunami de escorrimento de tintas e utilização de réguas gigantes para espalhar as tintas. Isto não me parece arte, parece mais enganação. Não gostei deste pintor.Aliás neste filme, quem é o pintor? o moço ou osenhor que maneja os instrumentos de trabalho?...
Sérgio, muito obrigado pelo seu comentário no meu post. Os diferentes estilos de arte realmente agradam a alguns e desagradam a outros. Mas Gerhard Richter é um pintor maiúsculo não só pela beleza de suas obras, mas também por resgatar a pintura (abstrata) na arte contemporânea.
No vídeo aparece Richter jovem dando uma entrevista e nos dias atuais.
abraços
sergio rebouças
BRUNO, muito obrigado pela tua explicação sobre as duas figuras - na realidade uma só...Concordo em que os diferentes estilos de arte agradem a uns e não a outros...
Mas hás de concordar que no mundo da arte existe muita apelação e muitos leigos engolindo obras caras que cabem 'perfeitamente' naquela parede. Desde que a metragem seja expressiva.
Receba um grande abraço deste teu amigo.
joão santos
Pena que Camões não tenha inventado alguns adjetivos adequados para definir tamanha porcaria e de extremo mal gosto, agora seria o momento adequado para serem usados.
O medicamento que esse "artista plástico!!!" está tomando precisa ser mudado com urgência.
joão santos
O que é surpreendente é esse cidadão estar solto por aí.
Deveria estar preso, incomunicável, ele é uma ameaça à democracia, aos bons costumes e à civilização ocidental, sem a menor sombra de dúvida.
Suas obras são o melhor exemplo de um verdadeiro atentado ao pudor.
joão santos
Caro Bruno,
vc classificou o Geraldo como o maior pintor vivo, é porque vc não conhece um "artista plástico?" da Austrália, não me recordo do nome dele, mas é facílimo acha-lo e acredito que ele será seu maior ídolo após conhece-lo.
A técnica dele é sui generis:
ele coloca uma tela grande ( 2 X 3,2 ) no chão e depois ele vai defecando em cima dela e também pede para os amigos fazerem o mesmo.
Em seguida passa um rodinho espalhando a merda toda na tela, deixa secar ao sol e depois enverniza.
Claro, quem aguentaria o cheiro depois.
Soube que vende por uns 100 mil dólares coisa assim e experts em arte compram!!!!
Vc vai adorar!
Nossa João, não achava que uma pintura abstrata em pleno 2012 ia causar tanta repulsa. Mas quem me dera ter o poder de classificar Gerhard Richter como o maior pintor vivo. São os críticos, curadores e publicações que o tem celebrado e o elevado a esse patamar. Eu só endosso no meu artigo.
Obrigado por comentar no artigo.
Abraços.
Bruno
joão santos
Caro Bruno,
os que o celebram tem muito interesse ( $$$$$$$!!! ) em celebra-lo.
A Arte hoje mexe com bilhões de dólares!
Esses críticos, curadores e donos de publicações entendem muito de arte e por entenderem, sabem muito bem onde agir para ganhar rios de dinheiro, enaltecendo a mediocridade, valorizando o que não tem valor.
E como os milionários ( uma boa parte deles ) não entendem patavina de arte, caem na conversa desse pessoal e gastam os seus milhões de dólares pois acham que estão "IN" e investindo em arte.
Foi um prazer participar do seu artigo.
Grande abraço!
joão santos
Prezado Bruno,
agora eu entendi porque vc enalteceu esse " artista plástico", como o maior artista vivo.
Visitei o teu site e descobri que vc é um daqueles que tem grande interesse em celebra-lo!
Vc é um fervoroso adepto da anti-arte, é isso!
Só não deu para saber se vc é dono de uma galeria.
Por acaso é?
Ou é apenas e tão somente um admirador do que há de mais expressivo em anti-arte?
Não estou criticando o seu gosto, cada um tem o seu. Gosto não se discute. Arte, sim. Estética, sim. Beleza, sim.
E como já diziam os gregos,aliás, Fídeas, a Arte é a manifestação da beleza! No que eu concordo plenamente.
A anti-arte , claro, é o oposto.
Grande abraço.
Desculpa João, mas não entendi seus comentários tão raivosos quanto a esse artista. Ele é bom, e não é porque o mercado diz, mas porque tem qualidade mesmo. Mas gosto é uma questão muito pessoal, como você mesmo diz.
Da Grécia antiga até talvez Manet, Arte era igual Beleza mais Destreza do Artista. Desde o modernismo, com suas vanguardas e principalmente na arte contemporânea isso não se aplica mais. A arte tem que fazer pensar, tem que impactar, tem que causar emoções, mas não necessariamente ser bela ou o artista ser um bom artesão.
Por isso os hiperrealistas atuais são bem contestados, tem beleza e destreza nas obras, mas falta um certo conteúdo.
Não sou galerista, não ganho dinheiro com arte, mas como economista gosto de entender também o lado econômico das coisas. E a pujança econômica de um país está bem correlacionada com a inovação artística. Vide Paris, depois Nova Iorque e agora a China. Meu blog tem essa ideia de falar de arte no contexto do mercado, das feiras e das exposições.
Grandes artistas como Warhol, Picasso, Vermeer entre tantos outros usaram e abusaram do mercado a seu favor. Indo mais longe, mesmo na Renascença, tão celebrada, não havia liberdade artística no sentido do tema a ser explorado. As criações eram sempre por encomenda dos Papas, Reis e a nobreza em geral.
Temos que saber decifrar o Zeitgeist. Não podemos ficar nos baseando em concepções do passado. Indico o filme do Woody Allen, Meia Noite em Paris, que retrata isso de forma bem legal.
Adoro um tema que cause discussão e se meu artigo causou isso fico satisfeito. Muito obrigado por colaborar.
Abraços.
Bruno
joão santos
Prezado Bruno,
este encerra minha participação, fica com você a palavra final, como não concordamos em quase tudo, ficaríamos debatendo num " ad eternum" e não concordaríamos em nada.
Então vamos lá, esse artista é péssimo, uma comprovação disso é tirar fotos em preto e branco de suas telas e não vai sobrar nada. O que chama a atenção é que ele usa cores primárias,( amarelo, vermelho e azul ), nem cinzas cromáticos ele usa, alias os colegas dele fazem isso em profusão.
Outra coisa, meus comentários não são raivosos, se dei essa impressão, me perdoe.
Você diz que desde o modernismo a Beleza e a destreza do artista não conta mais; por favor me diga: Onde está escrito isso? Quem definiu isso?
Com que autoridade? Desconheço essa decisão.
Quem decretou que a arte não precisa ser bela , nem o artista um bom artesão?
Não podemos nos basear em concepções do passado?
Por que?
Onde está o erro, a falha?
O que uma boa obra de arte tem a ver com o relógio ou o calendário? Não entendi essa colocação.
Percebeu Bruno, jamais vamos nos entender, vivemos em mundos diferentes.
Você deve supor que eu só dou valor aos artistas do século 19 para trás, que sou conservador, para não dizer retrógrado; engano seu, aprecio arte moderna de excelente qualidade como a do Sérgio Ferro, só para citar um exemplo.
Foi um prazer e forte abraço, não continuarei a nossa prosa, pode dar o fecho.
Eu
Isso é uma merda!!!!!!!
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