Bernard Frize gosta de criar processos industriais (ou que a isso se parecem) para suas pinturas. Sempre que deparo com uma obra dele, por alguns segundos o olhar continua passeando pela obra como que hipotizado. É interessante ver ao vivo, mas as imagens já mostram bem. Ele usa acrílico e resina sobre tela.
Vi pela primeira vez no Centre Pompidou em Paris e foi difícil me tirar da frente do quadro. Se parecia com esse abaixo:

O currículo dele é de dar inveja. Tem obras nos principais museus do mundo como Pompidou, já citado, o MoMa, o Tate Britain. Particpou de um monte de bienais incluindo a mais importante de todas, a de Veneza.
Usa um suporte meio renegado nesse momento que é a pintura e por isso ele tem dificuldades com o mercado de arte.

Esse ano teremos Bernard Frize na Bienal de São Paulo com grande destaque. Esse é mais um artista que nos faz acreditar que a pintura ainda tem o que dizer. A pintura dele, no mínimo, tem o poder de nos hipnotizar.

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