Felipe Gaúcho

acha que o lar do passarinho é o ar, em vez do ninho; sente-se nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo; e não vê problema em emprestar citações alheias.

Os melhores aplicativos de todos os tempos que duraram menos de uma semana – Parte 1


Cemitério de Aplicativos

O primeiro traço em comum entre eles é a polêmica generalizada que sucede o lançamento: funciona do jeito que é pra funcionar? As pessoas usam isso mesmo? Será que não é proibido?

O segundo, que vem logo em seguida, são os boatos que se espalham predizendo o futuro do aplicativo: vai ser comprado pelo Facebook! Proibido pelo governo! Barrado, por pressões da indústria ou da mídia!

O terceiro é a confirmação desse último boato.

Abaixo, 5 aplicativos incríveis... que estouraram na mesma velocidade com que se encolheram de volta ao anonimato:

1- Flattr

Flattr

O Flattr foi concebido pelos mesmos criadores do PirateBay, como um serviço de microdoações que combate a ditadura dos grandes conglomerados das indústrias criativas e ataca a questão dos direitos autorais. O usuário primeiro determina uma quantia mensal que deseja doar para criadores de conteúdo. Aí, a cada vez que “curte” um vídeo, um texto, uma foto ou uma música em qualquer plataforma que suporte o botão “flattr”, do aplicativo, uma parcela dessa quantia é revertida ao criador do conteúdo em questão, de acordo com o número de “flattr”s que o usuário deu no fim do mês. A ideia é genial, e tudo corria bem, até que grandes canais de conteúdo pararam de aceitar os botões “flattr”, alegando problemas comerciais. O primeiro foi o Youtube, e o último, o Twitter, em 2013. Desde então, a empresa, eleita a melhor startup europeia em 2010, sumiu da mídia e tem tido dificuldades em expandir a base de usuários.

2- Lulu (e sua versão masculina fake)

Lulu

O Lulu é uma rede social exclusiva para mulheres, que as permite dar notas a homens de acordo com suas habilidades pessoais, sexuais e românticas (o que quer que isso signifique). O fato de que os marmanjos não conseguiam, teoricamente, enxergar as avaliações de si mesmos, fez com que muitos corressem para pedir a ajuda e o login de amigas mulheres, o que saciaria a curiosidade dos homens. O frenesí foi tanto que, em pouco tempo, um vídeo circulou na internet prometendo o lançamento de um aplicativo semelhante, voltado para o sexo masculino: o Pepeka. Mas o viral se revelou uma piada disfarçada de questionamento (ou vice-versa?) ao tratamento das pessoas como objetos, e a popularidade do aplicativo ruiu. Assim como as promessas de investimento e monetização que pairavam sobre ele.

3- PopCorn Time

PopCorn Time

O PopCorn Time já nasceu como uma exceção: surgiu na Argentina, e não nos EUA, na Europa ou no Leste da Ásia. Em pouquíssimo tempo, angariou a atenção da mídia e de cinéfilos mundo afora. De repente, não era mais necessário baixar o torrent de um filme para assistí-lo no computador. A função do aplicativo era justamente a de fazer o streaming do arquivo em tempo real, eliminando a necessidade do download. A popularidade do PopCorn Time foi tamanha que, algumas semanas depois do lançamento, a equipe de desenvolvedores resolveu descontinuar o projeto, sentindo-se “ameaçada por fazer o que ama, diante de pressões legais e debates acerca de pirataria”. A justificativa foi tão nebulosa quando o futuro do aplicativo: alguns “clones” do PopCorn Time surgiram a partir do código aberto que foi disponibilizado, com nomes idênticos ou similares, e um ou outro ainda existe. A indústria do cinema parece ter ganho a batalha. Mas, ao que tudo indica, ela ainda está perdendo a guerra.

4- Yo

Yo App

O logo do Yo é formado por duas letras sobre um fundo roxo. O aplicativo foi desenvolvido em oito horas. E lançando num primeiro de abril. Reza a lenda que a ideia original era a de criar uma maneira de se chamar um assistente com um único botão. A companhia recebeu 2,5 milhões de dólares de investidores. Foi avaliada em algo entre U$5 milhões e U$10 milhões. Chegou a ser o terceiro aplicativo mais baixado na App Store da Apple. E, desde então, começou sua derrocada. O principal motivo? O surgimento de incontáveis cópias exatas do programa. Aliás, faltou falar o que ele faz. Não que seja muita coisa. O Yo é um serviço de mensagens, no qual a única coisa que se pode mandar para seus contatos é uma singela combinação monossilábica: “Yo”.


Felipe Gaúcho

acha que o lar do passarinho é o ar, em vez do ninho; sente-se nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo; e não vê problema em emprestar citações alheias..
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