Felipe Gaúcho

acha que o lar do passarinho é o ar, em vez do ninho; sente-se nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo; e não vê problema em emprestar citações alheias.

Como seria a mulher ideal (segundo os gregos antigos)?

Os gregos tinham uma resposta própria pra essa pergunta, e, se você não se lembra dela, tá na hora de assistir a esse vídeo e resgatar uma sabedoria ancestral.


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A arte, nas suas manifestações populares ou elitistas, sempre inclui no seu panteão de temas a questão da "mulher ideal". As formas e jeitos dessa figura feminina idealizada já foram ponto de partida para esculturas clássicas, festas populares e músicas da MPB. Hoje em dia, o debate tomou um rumo mais agressivo: num mundo excessivamente machista, a obsessão em torno da imagem da mulher que inspira o empreendimento artístico passou a ser vista de um ponto de vista questionador. Tal obsessão, com o tempo, não teria passado a objetificar a mulher, em vez de louvá-la? Assista o vídeo abaixo e entenda o que quero dizer.

Na visão dos antigos gregos, a mulher ideal existia, de certa maneira, na figura das nove filhas de Zeus - as nove musas -, sendo que cada uma delas era responsável por inspirar e reger uma forma de arte. A música, a poesia, e várias outras manifestações artísticas tinham suas próprias "rainhas de bateria", numa versão mais romântica e menos vulgar que as que desfilam, hoje, na Marquês de Sapucaí.

Na origem, a ideia da musa estava atrelada à subversão das fórmulas, ao rompimento dos padrões, à criação que celebra a originalidade, em vez de "pedestalizar" o clichê. Será que nós distorcemos esse conceito? As nossas musas atuais carregam consigo o mesmo propósito idealizado pelos gregos? As respostas pairam sobre os debates acirrados que vem conduzindo o movimento do empoderamento feminismo.

A mim, resta o consolo de poder, no mínimo, escolher as minhas próprias "mulheres ideais". Minha musa me inspira a ser curioso e questionador que nem ela. E tu: quem é tua musa? E no que ela te inspira?


Felipe Gaúcho

acha que o lar do passarinho é o ar, em vez do ninho; sente-se nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo; e não vê problema em emprestar citações alheias..
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