outras palavras

História, cinema e música... Não necessariamente nessa ordem, ou nesse mundo!

Yuri Pires

Poeta nas horas vivas, estudante nas horas vagas, professor de português nas horas pagas. Autor de O Homem e o Seu Tempo (Chiado Editora, 2014). Atualmente no exercício de aprender a ser pedra.

Chico, meu caro amigo

Chico Buarque de Hollanda completa hoje 70 anos consagrado como ícone da música popular brasileira. Chico é como um amigo platônico de todos os brasileiros e suas músicas embalam, de norte a sul do país, incontáveis histórias e estórias.

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No dia 19 de junho de 1944, há exatos 70 anos, nascia Chico Buarque de Hollanda. Nas minhas lembranças de infância, minha mãe escutava e cantarolava as músicas geniais deste gênio brasileiro que se tornou um Querido amigo. Platônico é claro, mas Amigo é pra essas coisas mesmo. Nele, Tempo e artista parecem comungar Todo o sentimento de uma Marcha para um dia de sol.

Ao longo da Minha história, Chico foi meu cúmplice em aventuras várias. Embalou Minha canção, que cantava para Minhas meninas. Nunca Mulheres de Atenas, sempre Carolina, Ana de Amsterdã, Joana Francesa. Umas eram Muchachas de Copacabana, outras Morenas dos olhos d'água. Seu Chico me acompanhou De todas as maneiras que há de amar.

Também nas aventuras de Primeiro de maio ou de Assentamento. Na peleja contra os que lucram com o Brejo da Cruz e com o Funeral de um lavrador. Aqui também me levou Chico. Buarqueando a Vida, poetizando a lida, animando a nossa Gente humilde. Apesar do Hino da repressão e do Leite derramado, não choramos, porque temos a certeza de que Vai passar!

E quando ele passa muito tempo sem lançar uma novidade é um Estorvo. À espera de uma Canção inédita ou de um punhado de Tantas palavras, Tanta saudade escorre de nossos ouvidos para nossas veias. O nosso Último desejo seria, sem dúvidas, que o Chico fosse uma Linha de montagem, escrevendo num Moto-contínuo virtuoso e embasbacador. Chico seria ainda mais gênio, talvez gênio se tornasse sinônimo de Chico. Mas como na História de Lily Braun, estas expectativas são Um sonho impossível. 

As homenagens são inúmeras. É Notícia de jornal, A televisão também noticia Um milagre brasileiro que é o próprio Chico. É como se morássemos todos nA cidades dos artistas, numa Fazendo modelo: A cidade ideal. Mas Sem fantasia, sabemos que Chico é Paratodos, e seja numa Ópera ou na Capital do samba, ele é igualmente louvado, mesmo onde não lhe entendam as palavras pelas barreiras linguísticas. E por onde passa há um Samba de boa vontade: que venham mais 70!

E quando me pediram para escrever algo sobre o mestre não me senti capaz. Pensei: Logo eu? 

Mas em se tratando de quem me inspira nas aventuras literárias de hoje, notei que seria um Abandono se não o fizesse. Sem Alumbramento fiz essa notinha de feliz aniversário. Leve como uma Conversa de botequim, Com açúcar e com afeto, com Todo o sentimento meu para o poeta maior. Muito obrigado pela Rita, pelo Fado tropical, por Rubato. E por todas as outras genialidades Sob medida para atuais e Futuros amantes! Por cada verso que é como Tatuagem para os milhões de leitores e ouvintes ao redor do mundo, Eu te amo.

Enfim, Trocando em miúdos: Deus lhe pague!


Yuri Pires

Poeta nas horas vivas, estudante nas horas vagas, professor de português nas horas pagas. Autor de O Homem e o Seu Tempo (Chiado Editora, 2014). Atualmente no exercício de aprender a ser pedra..
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