palavras e et ceteras.

Seja o que for. Se é para criar, eu quero!

Cynthia Perez

Fotógrafa quando há o que olhar, escritora enquanto o pensar sentir, e criadora, sempre que a inspiração consentir. Chamo-me Cynthia Perez e sou um pouco de várias pessoas, lados e coisas.

A Crença da passagem de ano

"Chega a ser bonita e admirável a forte crença de que a passagem da noite de 31 de Dezembro para a madrugada de 1 de Janeiro, é utopicamente o final de tudo que se viveu ao longo de 365 dias e que todas as dores, tudo que faltou, todos os fardos, se dissipam como no fechar-abrir das pálpebras."


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Chega a ser bonita e admirável a forte crença de que a passagem de um ano para o a seguir é hipoteticamente o final de tudo que se viveu ao longo de 365 dias e que todos os males, tudo que falhou, todos os dissabores, se dissipam como no fechar de um livro.

Fica tudo ali, para recordação.

E o que não foi, o que bem soube e queremos que se perpetue, pegamos e transcrevemos para as linhas de um novo livro. Com a forte determinação - ainda que permaneça um guião sem cenas gravadas - de melhorar, de apetrechar, de superar. Uma nova chance.

No fundo, vivemos delas. A cada ano, a cada mês, a cada minuto, a cada fôlego. O que muda é a data do carimbo que decreta o final dos 12 meses. É o desejo de ter ali na estante dos arquivos da vida, a capa do ano xxxx como a mais pesada em sonhos e objectivos concretizados, em momentos marcantes e inesquecíveis, no mais assente ponto de equilíbrio entre economias e despesas... Em Amor, seja ele qual e como for. Desde que encha o coração de bem.

Eu, quero emoções arrebatadoras para começar um novo livro. Quero palavras fortes, compulsivas, hipérboles, difíceis de conter. Quero escrever cartas, poemas, sonetos, romances, música, o que houver para escrever. Nem que for uma única palavra no epicentro de um largo coração.

Sim, antes que este livro termine, lavarei minh' alma com água e Palavra, farei o luto de todas mágoas e rancores. Sentar-me-ei no chão e chorarei copiosamente, lembrarei pela última vez das quedas, passarei a mão pelas cicatrizes, pegarei nas coisas bonitas e aplacarei no peito. Soltarei um suspiro quente e longo. Levantarei, sacudirei as correntes, abrirei a porta e atravessá-la-ei sem sequer esguelhar para atrás.

Que seja o que Deus já quis!

Chega a ser bonita e admirável a forte crença de que a passagem da noite de 31 de Dezembro para a madrugada de 1 de Janeiro é utopicamente o final de tudo que se viveu ao longo de 365 dias e que todas as dores, tudo que faltou, todos os fardos, se dissipam como no fechar-abrir das pálpebras.

Se queremos uma nova chance para refazer e criar, se precisamos do suposto milagre da meia noite para "renascer" como num toque mágico de fada, então que assim seja! Com ou sem filme, o guião nos pertence!


Cynthia Perez

Fotógrafa quando há o que olhar, escritora enquanto o pensar sentir, e criadora, sempre que a inspiração consentir. Chamo-me Cynthia Perez e sou um pouco de várias pessoas, lados e coisas..
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