palavras peregrinas

Multiplicando nomadismos polimorfos.

Paula Peregrina

Estrangeira de todos os lugares, estrangeira de mim. Porque o estranhamento revela sutilezas que a familiaridade ignora.

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    Para o outro lado do abismo

    Quando, na nossa solidão, ainda tentamos nos comunicar.

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    Não querer ser professor é uma questão de “ego”

    “[...] a educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele e, com tal gesto, salvá-lo da ruína que seria inevitável não fosse a renovação e a vinda dos novos e dos jovens. A educação é, também, onde decidimos se amamos nossas crianças o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos, e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as em vez disso com antecedência para a tarefa de renovar um mundo comum.” - Hannah Arendt (Entre o passado e o futuro)

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    Um texto para não ser amado

    Sem coerência, sem coesão, sem conclusão. Uma lista para não instruir.
    Atenção: este conteúdo é impróprio para pessoas intolerantes à ironia e ao sarcasmo, pode causar convulsões de riso, desespero, náuseas, revolta, impotência e incontinência de agressividade ao autor.

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    Comunicar-se é viajar, mesmo sem sair do lugar

    "Se não me mexo, se não viajo, tenho como todo mundo minhas viagens no mesmo lugar, que não posso medir senão com minhas emoções (...)" - Deleuze

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    Moça, sai dessa de inimigas

    Eu queria tocar algumas polemicas do feminismo, mas de uma forma leve, sem academismos, sem muita pretensão. Tentei falar de um jeito que o leitor pudesse chegar até o fim do texto sem ódio no coração. Gerar mais reflexão do que reação. Se não consegui, fica a intenção.

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    A maturidade não está nas aparências

    ... e viver o lúdico não faz mal a ninguém.

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    Quem não sabe o que quer, não quer – No ritmo da montanha-russa

    Para o bem, para o mal, para o não-sei-quê, escolhas todos têm, escolhe quem quer. Não seja o plano B.

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    O virtual, a fonte e o esgoto: o reflexo do que somos, sem cortes

    - Você não faz ideia. Este lugar acaba seduzindo a todos. No fim, vai implorar para ficar...porque este lugar é a resposta à pergunta que você se faz.
    - Qual pergunta?
    - Quem você realmente é.

    Diálogo da série Westworld

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    O ciúme é a mordaça do amor

    O ciumento é como aquele colega de trabalho que está sempre observando, julgando e criticando o que os outros fazem, mas não faz com zelo o seu próprio trabalho. Para o cimento, o amor é sempre réu e culpado.

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    Não é só pelo corpo que nos tratam como objeto

    Afeta particularmente as mulheres, embora não apenas, esses ideias de como alguém deve ser para que valha uma relação. Não deve falar palavrões; não deve aumentar o tom de voz em uma discussão; não deve demonstrar ter bons argumentos; não deve ter opiniões fortes; não pode ter atos humanos como coceira, assoar o nariz ou coisas afins; não deve demonstrar nenhum sinal de autonomia, nem viver por si mesma; não deve falar abertamente de assuntos polêmicos, principalmente de cunho sexual; não deve... não deve mesmo. Não devemos nada a ninguém.

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    Faz muito bem rir dos problemas, sem se engasgar com eles

    Nos incentivam a nutrir o orgulho, uma autovalorização doentia, uma formula fácil para todos os problemas da vida. Tanta autossuficiência ainda nos matará de inanição. Somos humanos. Temos falhas e precisamos dos outros, sim. É preciso assumir o santo e o dragão. Parar de tomar o "sucesso" do outro como critério de comparação. Perceber que muito da felicidade e da facilidade que nos vendem não passa de fachada.

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    Ainda bem que você não é o centro do universo

    Porque às vezes é melhor mesmo saber que não importa.

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    Um minuto de suspiro

    Para voltar a respirar.

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    Como responder às provocações

    Ou sobre pisar em baratas com os pés descalços...

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    As sombras que carregamos do Malleus Maleficarum

    “Todas as malignidades são pouca coisa em comparação com a de uma mulher (...). São Mateus, XIX: Que outra coisa é uma mulher, senão um inimigo da amizade, um castigo inevitável, um mal necessário, uma tentação natural, uma calamidade desejável, um perigo doméstico, um deleitável detrimento, um mal da natureza pintado com alegres cores! Portanto, se é um pecado divorciar-se dela quando deveria mantê-la, é na verdade uma tortura necessária. Pois ou bem cometemos adultério ao nos divorciar, ou devemos suportar uma luta quotidiana. Em seu segundo livro A Retórica, Cícero diz: "Os muitos apetites dos homens levam-no a um pecado, mas o único apetite das mulheres as conduz a todos os pecados, pois a raiz de todos os vícios femininos é a avareza". E Séneca diz em suas Tragédias: "Uma mulher ama ou odeia; não há uma terceira alternativa. E as lágrimas de uma mulher é um engano, pois podem brotar de uma pena verdadeira, ou ser uma armadilha. Quando uma mulher pensa sozinha, pensa o mal".” – KRAMER & SPRENGER (Malleus Maleficarum)