palavras soltas

Escritas, devaneios, momentos de realidade misturados com ilusão.

Pablo Danielli

Falam pelas ruas e murmuram por entre bocas que as palavras fazem parte da alma, gestos e atitudes, misturados aos momentos e a pulsante vida são complementos necessários para senti-las.

la negra

Sim, “Gracias a la Vida” podemos dizer que recebemos um presente, sem poder ter a dimensão exata até hoje de seu tamanho. Um presente em forma de voz, de pessoa e de luta.


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Uma mulher que é muito maior que uma lenda, pois lendas podem ou não ser reais e Mercedes Sosa, foi e continua sendo uma voz real, humana e inquietante em nossas mentes e corações.

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Como ela mesma falava, “havia nascido para cantar” e nós simples mortais, com o tempo aprendemos a ouvi-la e ama-la.

Mas sua figura era maior e mais engajada que qualquer um possa imaginar. E alguns parágrafos não seriam suficiente para toda sua história.

Documentário sobre sua vida:

Mercedes Sosa, La Voz de Latino América

Um breve resumo de sua vida:

  • • Nasceu em San Miguel de Tucumán, Argentina. 9 de julho de 1935.
  • • A carreira se iniciou em 1950, aos quinze anos de idade.
  • • Apelidada de La Negra pelos fãs devido à ascendência ameríndia.
  • • Árdua defensora do Pan-americanismo e da integração dos povos da América Latina.
  • • Na década de 1960, Mercedes participou do Movimento do Novo Cancioneiro.
  • • Em 1979, um show da artista foi invadido pelos militares, Mercedes decidiu se exilar.
  • • Voltou à Argentina em 1982, na fase final da ditadura.
  • • Na década de 1980, Mercedes realizou trabalhos em parceria com muitos artistas, incluindo brasileiros.
  • • Embaixadora da Boa Vontade da UNESCO para a América Latina e o Caribe.
  • • Mercedes Sosa morreu aos 74 anos de idade em 4 de outubro de 2009, às 5h15min (horário local), em Buenos Aires.

No ano de 2001, em uma entrevista falou:

“Não sou nova nem bonita, mas tenho a minha voz e a minha alma, que me sai quando canto”.

Mercedes Sosa.

Publicado no site do Ministério da Cultura e Jornal O Globo em 5 de outubro de 2009:

"Habitualmente de costas para a música de “nuestros hermanos” latino-americanos, o Brasil começou a despertar para a riqueza da voz de Mercedes Sosa em 1976, após um dueto da cantora argentina com Milton Nascimento. A faixa “Volver a los 17″, da compositora chilena Violeta Parra - de quem Mercedes foi uma das principais intérpretes -, virou um dos maiores destaques do hoje clássico álbum “Geraes”.

A partir daí, a barreira da língua não mais impediu que brasileiros se apaixonassem pelo marcante timbre de contralto de Mercedes Sosa e por seu repertório, que incluía desde canções folclóricas a músicas de conteúdo político e social.

Os discos de Mercedes passaram a ser lançados regularmente no Brasil, e a cantora gravou novos encontros com artistas da MPB, como Fagner e Chico Buarque. Em outubro do ano passado, aproveitando uma visita ao Rio para receber a ordem do mérito cultural, em cerimônia no teatro Municipal, Mercedes gravou com Caetano Veloso uma faixa que fez parte do disco de duetos dela, lançado este ano, com vários convidados, incluindo a colombiana Shakira, o uruguaio Jorge Drexler e a mexicana Julieta Venegas.

(...)Independentemente das posições políticas, Mercedes merece ser ouvida por sua grande voz e seu repertório, em discos como “El grito de la tierra”, “Homenaje a Violeta Parra”, “Cantada sudamericana”, “Interpreta Atahualpa Yupanqui”, “Corazón americano” (com Milton Nascimento e León Gieco) e “Alta fidelidad” (com Charly García).

Seu último disco, “Cantora, vol. 1″, teve três indicações ao Grammy Latino deste ano - que será anunciado no mês de novembro.(...)A morte de Mercedes Sosa entristeceu não somente seus amigos e familiares, mas também políticos e intelectuais, além de parceiros musicais.(...)

A presidente Cristina Kirchner, que nos últimos anos organizou shows de Mercedes na Casa Rosada, decidiu antecipar seu retorno da província de Santa Cruz, onde costuma descansar com sua família, para participar do velório.

A presidente, que também convocou a cantora para o ato de comemoração de sua posse, em dezembro de 2007, decretou luto nacional pela morte de Mercedes Sosa."

Aos 74 anos no dia 04 de outubro do ano de 2009, a voz de uma mulher se calou, mas o canto de uma guerreira se eternizou.

Site oficial:

www.mercedessosa.com.ar


Pablo Danielli

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