palavras soltas

Escritas, devaneios, momentos de realidade misturados com ilusão.

Pablo Danielli

Falam pelas ruas e murmuram por entre bocas que as palavras fazem parte da alma, gestos e atitudes, misturados aos momentos e a pulsante vida são complementos necessários para senti-las.

O mito destruído

Mitos são criados e destruídos diariamente.
Seja no futebol ou na vida, vivemos de heróis e vilões...
Um dia, somos aplausos e em alguns outros somos vaias, as cicatrizes servem para lembrar e tentar não cometer os mesmo erros, quem sabe com este, coisas boas estejam por vir.


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Tragédias geralmente não são bem vistas por quem vivem o momento, embora muito tempo depois, seja analisada como essencial para mudança e crescimento de um determinado meio.

Estamos acostumados à violência, a falta de estrutura das escolas, estradas e hospitais. Estamos mais do que coniventes com a corrupção dos políticos brasileiros, mas no futebol se via uma ponta de esperança para sorrir.

Mas assim como tudo mais, que nos é tirado diariamente, o futebol nos foi arrancado em uma tarde qualquer, teorias e mais teorias serão colocadas na mesa, como forma de explicar o logico, o que todos sabíamos, mas não queiramos imaginar que pudesse acontecer, a malandragem finalmente cedeu para o profissionalismo.

Os alemães tiveram seu tempo de miséria no futebol e aprenderam com ele, se planejaram e aceitaram não serem os melhores do mundo. Este é o momento do país verde e amarelo fazer o mesmo.

Vivíamos um mito que nos blindava de tudo que era ruim ou errado por que éramos o país da alegria e do futebol, pois em noventa minutos esse mito foi dilacerado pela organização e aplicação de um povo que não é superior e nem melhor que o brasileiro, mas que tem dedicação e seriedade naquilo que faz.

Deixamos de lado nossos problemas, o governo usava a imagem da copa para tentar alavancar sua popularidade e tudo acabou como começou, em desilusão. A vida continua, pois os jogadores com seus salários milionários continuaram a jogar em seus clubes e não são culpados por isso que fique claro, culpamos somos nós por deixarmos nos iludir com um esporte.

As filas não irão diminuir, as mortes e assaltos irão continuar, a corrupção continuará, pois daqui alguns meses a eleição bate a porta e no único processo que se diz democrático, somos obrigados a votar e escolher o que consideramos o menos “pior” para o país.

Este é o momento para enterrarmos o “jeitinho” brasileiro juntamente com a malandragem do futebol. Começarmos um novo ciclo, com uma nova forma de pensar, aprender com os erros e ver nos acertos dos adversários uma oportunidade, de mudar o futebol, a politica e o país.

O legado da copa, foi à destruição de um mito e uma oportunidade de reconstrução de um país, depende apenas da vontade das pessoas em querer mudar.


Pablo Danielli

Falam pelas ruas e murmuram por entre bocas que as palavras fazem parte da alma, gestos e atitudes, misturados aos momentos e a pulsante vida são complementos necessários para senti-las. .
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