Vanessa Rossi

Da esquerda à direita; Das frases prontas aos rompantes de criatividade.

Dê uma chance ao Amor


O amor que confundem os loucos e os sábios; Amor é sempre amor em qualquer tempo ou circunstância.

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Pode parecer demasiado piegas o que direi aqui em diante, portanto não me classifiquem nos estereótipos existentes por aí. Sou romântica sim, mas não desesperada. Acredito que o amor é fonte de vida e para a vida. E amar exige entrega absoluta, sem questionamento. Porque o amor tem de mais belo no que tem de irracional. Pode parecer insensato esses dizeres, mas veja, quem não é capaz de arriscar-se na vida para viver um romance, seja lá como for, quem não se entrega ao amor por medo de se entregar, viverá mediocremente como um alguém que nunca ultrapassou os limites de si mesmo. Veja, que eu não me refiro apenas ao amor romântico entre homem e mulher, mas também me refiro a esse amor que nos leva para além de nós com uma força descomunal, simplesmente por acreditarmos nele. Ninguém precisa ver o amor para saber que ele existe. Mas é preciso cultivar os gestos, as demonstrações, para que elas se fixem na validade dos nossos sentimentos. Por sorte caiu em minhas mãos um livro do Dostoiévski chamado “ Noites Brancas”. Esse livro comoveu-me profundamente. Não só porque eu tenha um amor exagerado pelo escritor em si e devore todos os seus livros com muita facilidade. Mas porque também na última página do livro encerra-se uma máxima a qual gravei na minha memória e que provavelmente jamais esquecerei.

“Um momento de felicidade.Sim! Não será isso o bastante para preencher uma vida?” (Noites brancas, pág.1083 )

Pois eu equiparo o amor com a felicidade. Quem pode ser feliz sem nunca ter amado? Quem pode ser feliz sem nunca ter experimentado esse sentimento genuíno? Quem possui força o suficiente para afirmar que a felicidade encontra-se nas efemeridades da vida, quando o Amor, esse bem durável que nos confere verdadeira estabilidade, independe de toda materialidade do mundo?

O amor é sutil e reside nas esferas superiores do entendimento, onde nenhum bem material é capaz de oferecer. Por isso caro amigo, dê uma chance ao amor. Esse mesmo amor que motivou Buda, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi. Também esse amor que motivou Camilo Castelo Branco quando escreveu "Amor de Perdição" e Castro Alves quando escreveu "Espumas Flutuantes." Essa força anímica que motiva eu, você, que motiva todos nós. Esse bem precioso que é a manifestação da bondade divina para conosco. Pois, correlacionando ao que Dostoiévski escreveu em Noites Brancas, o próprio personagem-narrador foi salvo pela Nástienka (Quem leu o livro sabe o que estou dizendo) da mediocridade, de uma vida solitária e sem emoções. Que o amor igualmente nos salve. Ou que definitivamente, salvemos a autenticidade do amor.


Vanessa Rossi

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