Vanessa Rossi

Da esquerda à direita; Das frases prontas aos rompantes de criatividade.

Desperte! Acordar é muito pouco


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Acordar é uma coisa. Despertar é outra. O simbolismo dessa frase está recheado de significados instigantes. Despertar não é simples. Não é para qualquer um. Muitos passam a vida toda como sonâmbulos, não enxergando nada além de si mesmos.

Quando surpreendidos por situações difíceis, desesperam-se facilmente por não possuírem uma base sólida que os faça encarar a vida sobre outro âmbito. Claro que o mundo não se resume em fama, sucesso, roupas caras, muito menos ostentações nas redes sociais. Sinto que despertamos mesmo todos os dias, nas lides diárias do trabalho, na rotina, na criação dos filhos, no cuidado da casa e no cumprimento dos deveres. Despertamos quando somos chamados a vivenciar situações difíceis, limitações, problemas emocionais ou físicos. Não viemos a vida a passeio. Creio que tudo tem um por que e um motivo. E acredito a vida muito mais grandiosa do que uma taça de vinho e um par de sapatos. É aí que me vejo pensando em contato com esse modismo desenfreado da exposição midiática nas redes sociais, o quanto às pessoas querem ser o que não são. Vou mais além: Querem mostrar uma vida que não possuem.

E o que está por trás disso tudo? Dessa capa que cada um cria para si mesmo para tentar mostrar aos outros o quão feliz, confortável, luxuosamente vive? Será isso mesmo? Sinceramente, acho que não temos que provar nada para ninguém. O que é bom para os outros, pode não ser pra mim e vice-versa.

Provei isso a mim mesma quando larguei um curso de Psicologia em andamento para começar Marketing. Quando vendi meu carro porque descobri que me estressava muito ao dirigir, e não queria aquele tipo de vida pra mim. Sempre há um tempo para abandonarmos conceitos velhos e revestirmos novos. Nunca é tarde. Esse pensamento sempre me motivou. Não quero ter o celular do ano porque os outros tem. Recuso-me a acompanhar os ditames da moda, uso o que me faz sentir-me bem. Quero despertar dia-a-dia e procurar ser o melhor que eu posso dentro de minhas limitações como ser-humano. Não tenho aptidão para popstar. Não quero fama. Mais importante é viver de bem comigo mesma.

Muitas vezes passamos anos de nossas vidas almejando algo e depositando a expectativa da felicidade naquilo, e quando finalmente conseguimos, constatamos que ainda assim não estamos felizes. Estou certa de que a felicidade está nas pequenas coisas. Nos pequenos gestos. Eu diria que a primeira premissa é viver como se deseja na medida do possível, e não como as pessoas querem que você viva. Dever satisfações a consciência apenas, e não aos outros. Aceitar-se a si mesmo como é. Valorizar as coisas simples.

Creio que já acordei e estou aprendendo a despertar a partir das novas concepções que vou adquirindo em contato com a experiência do mundo externo e minha experiência individual com esse mesmo mundo. Estou aprendendo a viver de bem com ele, porque descobri que para viver de bem com o mundo eu preciso primeiramente viver bem comigo mesma. Estar em paz. Ter planos. Ter sonhos, ter metas. Sendo a meta principal ser feliz AGORA. Amanhã pode ser tarde. Refletir sobre a vida hoje e sempre. Recordo um trecho de uma frase do Chico Buarque que diz assim:

"Tudo é vário.Temporário.Efêmero.Nunca somos,sempre estamos."

Pois é. Por isso creio que valha a pena acordar todos os dias bem espertos. E despertos. Para que a casualidade de hoje não seja simplesmente uma casualidade, mas uma causalidade. Quando despertamos dentro de nós, tudo passa a fazer mais sentido.

E vocês caros leitores amigos? Estão despertos?

Nota: A frase "Desperte. Acordar é muito pouco." pertence a Dulce Miller. http://www.mocadosonho.com/2014/05/intervencoes-urbanas-desperte.html


Vanessa Rossi

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