Vanessa Rossi

Da esquerda à direita; Das frases prontas aos rompantes de criatividade.

Que país é esse?


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Dos manifestos à crítica popular.

Em tempos de crise econômica pilulam reclamações exacerbadas sobre nosso país. Há oposicionistas, há oportunistas, há os que estão nem aí e há também os que preferem falar de sapatos ao invés de política. Nada contra absolutamente.

O que mais costumamos ver é a militância política nas redes sociais, pessoas que falam sem saber o que dizem, ou o ódio exagerado entre oposições. É aí que eu me pergunto: Até que ponto estamos dispostos a criticar e validar nossas críticas com mudança de atitudes?

Reclamamos da corrupção dos políticos, mas estamos dispostos a burlar a fila do banco para sermos atendidos primeiro. Reclamamos da corrupção do nosso país, mas sentamos na cadeira destinada aos idosos no transporte público, ou estacionamos o carro na vaga destinada aos deficientes (É rapidinho, vou ali e já volto) e assim nos auto sabotamos, e ainda achamos que somos extremamente capazes de criticar a economia e a política, sendo que o tempo inteiro atestamos atitudes contrárias em relação a nossa política e a nossa economia.

Será que temos tanto direito assim de reclamar?

Costumo ouvir sempre aquele “ Ah, esse país não funciona pra quem é certinho”. E é com essa mentalidade que construímos a cultura do país e nos mantemos nela. Será correto pensar dessa forma? Não será uma desculpa nossa para burlarmos leis e compromissos?

Claro que a responsabilidade não é apenas nossa, também dos nossos governantes, mas devemos sempre nos reportar que o representante do povo é elegido por nós. Reclamamos de um governo elegível, e será que estamos contribuindo com a nossa parte?

E quando digo contribuir é principalmente reclamar nossos direitos, mas respeitando nossos deveres.

Instrução é muito importante. Para formarmos um país, é igualmente importante que pensemos nele. Nem ufanista, nem pessimista, mas ainda somos um país extremamente jovem. Compará-lo com a Europa em termos de desenvolvimento é louvável, mas devemos igualmente pensar que nossa história é diferente. Somos um país adolescente em vias de desenvolvimento.

Para desenvolvermos a “Ordem e progresso” que tanto almejamos (Será que realmente almejamos?) precisaremos ainda de mais algum período de amadurecimento social e cultural. Isso só será possível se houver também a mudança da mentalidade do nosso povo.

Quando perguntam: Que país é esse? A resposta é pura é simples:

- O país que nós estamos ajudando a construir.


Vanessa Rossi

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