Vanessa Rossi

Da esquerda à direita; Das frases prontas aos rompantes de criatividade.

Mil anos a dez ou dez anos a mil?

Imaginem se nos fosse dado um curto tempo para fazermos absolutamente tudo que quiséssemos. O que faríamos e o que nos tornaríamos?


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Esses dias me assomou uma ideia, talvez um tanto quanto estapafúrdia. Se nos fosse dado um prazo para fazermos indiscriminadamente tudo que quiséssemos, quais seriam nossas reais prioridades? Mudaríamos muitas coisas das quais vivenciamos diariamente? Quais hábitos, rotinas jogaríamos para o alto em prol de outras vivências? Vez ou outra, ao assistir documentários sobre astros de cinema ou do rock por exemplo, sinto despertar em mim, lenta e repetidamente o pensamento de que uma vida escandalosa e bem vivida é mais interessante do que uma vida pacata e medíocre.

Acredito que influenciamos e somos influenciáveis. Seja no modo de vestir-se, portar-se, enfim, a maneira como nos comunicamos com o mundo externo diz muito do que somos. Viver loucamente pode ser uma maneira de subtrair-se de questões internas como traumas adquiridos ao longo da vida, responsabilidades que nos inculcam e questões variadas.

Estamos para o sentido de viver perigosamente, assim como o álcool e as drogas estão para a fuga dos problemas cotidianos.

Mas ainda assim, infantilmente, não consigo subtrair o leve sorriso que me vem quando ao ler ou assistir biografias de importantes personalidades, me deparo com uma vida anárquica, louca, cheias de criações e ideias.

Mais vale ser feliz do que ter razão, já dizia o ditado. Viver uma vida solta, instintiva, pode ser fatalmente perigosa, mas altamente compensadora. Pessoalmente, primo pelo equilíbrio. Nem mil anos à dez e nem dez anos a mil.

Artisticamente, pessoas que acreditam em seus ideais, que vencem o preconceito, a hipocrisia, que fazem o que querem, custe o que custar, doa a quem doer, parecem luzir mais. Paga-se um alto preço por pertencer-se a si mesmo em um mundo onde somos criados para agir roboticamente, iguais uns aos outros.

Sentir o coração pulsar sempre, seja nas escolhas profissionais, emocionais, aventurar-se saudavelmente, ser intenso, não apenas no vocabulário, mas nas experiências da vida, tudo isso constrói a valorização de todas as possibilidades de conhecer, conquistar, desenvolver.

Mil anos à dez ou dez anos a mil? Finalmente, eu diria, dez mil anos a dez mil! Felicidade, realização, prosperidade, devem ser objetivos constantes a serem conquistados. Afinal de contas, pessoas apaixonadas pela vida costumam possuir um brilho diferente nos olhos. Alguma recompensa há de ter.


Vanessa Rossi

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