partículas do acaso

Ideias para dar e vender

Farley Ramos

Protótipo de escritor,poeta do anonimato,tão visceral quanto uma pena no deserto, tão poético quanto a relatividade...

Um apelo!!!!

Um apelo àqueles que ainda acreditam em sentir com inteligência e pensar com emoção. Aos que como eu sabem que é preciso unir o otimismo da vontade e o pessimismo da razão. Aos que enxergam com os olhos um aviso: Podem se cegar, aos que andam sem rumo um conselho: sossegar.Aos que lerem...Um apelo: apelar.Para quem sabe assim o mundo ser seja lá o que for que ele será.


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Aos que ainda perdem tempo lendo textos(palavras escritas em mais de 140 caracteres)eu deixo aqui o meu apelo. Prometo ser breve na medida do possível( sabe-se lá como se mede).Eu sei que você não me conhece e tampouco deve ter algum tipo de empatia por um apelo de um desconhecido redator de um texto que provavelmente você só está lendo para entender que apelo é esse que vos faço e portanto postergar o conteúdo do dito apelo parece um tiro no pé de qualquer possibilidade de este atinja o seu objetivo.

No entanto, se você está lendo isso é porque você está louco para ver algum apelo, algum tipo de expressão que parta prontamente e certeiramente de um coração que pulsa.Apelos são disparos pulsantes de adrenalina sem qualquer participação da razão e do senso de ridículo ou de bons modos.Se você está ansioso por um pouco de espontaneidade, de pungência é porque assim como eu você não consegue se sentir parte desse contexto social que parece nos transformar em máquinas pré-programadas de nós mesmos.

Onde estão os caras que com um violão e sua voz nos tocavam o fundo da alma? Onde estão os livros que com uma frase de abertura nos faziam pensar por semanas sobre os assuntos de que tratavam? Onde estão as provas, os fatos? As boas novas eram só boatos?Se você faz essas perguntas assim como eu você está faminto por um apelo sincero, um manifesto, uma manifestação, você está ansioso para abrir os olhos e cruzar a fronteira mecânica da funcionalidade dos nossos tempos.

Esse é um apelo, um apelo por olhos abertos que enxerguem os detalhes preciosos que perdemos com a nossa estranha mania de piscar.É um mundo triste e malvado lá fora,um mundo que tritura sonhos, que te arranha e te morde e diz na sua cara que a vida é o que ele quer que seja.Permito-me supor o contrário, permito-me achar que o mundo se esconde atrás da cara de mau,mas que no fundo ele é só um rapaz sensível a procura de alguém que lhe dê valor.

Coisas incríveis acontecem quando se dá uma chance a coisas inesperadas.O que se espera quase sempre é chato,sempre é previsível e a previsibilidade é a chave pro fim. Dê-se às dúvidas seu mérito de direito.Duvidar é ter com o mundo um pacto de descoberta.Acho que magoamos o mundo ao passo que para ele não restou outra saída senão magoar-nos de volta, dizem que a briga é o chamado da atenção,mais fácil enxergar.

Faço um apelo por mais apelos, que apelemos às mãos para com o tato ouvirmos os sussurros do mundo, que apelemos aos ouvidos para que nos dê vislumbre do que se esconde da visão,que o nosso faro nos faça caminhar pelo caminho que nossos olhos tão ocupados vendo as coisas como são e não como podem ser nos vedam.

Os olhos são a nossa cegueira,enxergar é acreditar nas mentiras da retina,por sorte o meu coração grita verdades tão fortes que as convicções que dele partem razão nenhuma jamais duvidará.

Se você leu até aqui eu te apelo que viva, que sinta, que cante, que grite, que pulse,eu faço esse apelo sincero para que o teu peito seja uma caixa de pandora pra precisão fria do mundo, apele aos que ainda sentem que deixem pulsar as vísceras de suas paixões para quem sabem um dia voltemos a ser seres que escutam a única voz que de fato tem o que falar: a de um coração que pulsa pronunciando o primeiro de todos os verbos, amar!


Farley Ramos

Protótipo de escritor,poeta do anonimato,tão visceral quanto uma pena no deserto, tão poético quanto a relatividade....
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