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Kelly Soares

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Onde os sãos ficam loucos

Hospital de Barbacena era palco de terror na vida de pessoas que nem sempre sofriam de doenças psicológicas.


Localizado em Minas Gerais, o então hospital de Barbacena já foi palco de um filme de terror na vida de muitos brasileiros.

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No século XX, mais de 60 mil pessoas perderam a vida no local. Elas chegavam lá por intermédio de um trem que ficou conhecido como trem de doido, e nem sempre se tratavam de pessoas loucas, boa parte delas nem imaginavam que seriam internadas. O hospital foi criado pelo governo em 1903, inicialmente sua capacidade eram para 200 pessoas, mas excedeu para cinco mil pessoas em 1961.

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Estar no hospital psiquiátrico de Barbacena era decretar pena de morte. Dentre os internos, raramente se encontrava uma pessoa com problemas psicológicos. Eles eram homossexuais, mendigos, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, pessoas sem documentos e qualquer tipo de pessoas consideradas indesejáveis. Os internos sucumbiam de frio, fome, torturas, maus-tratos, genocídio, e diversas doenças. Os condenados chegavam ao hospício por meio de um trem, os vagões lotavam se assemelhando aos judeus que eram levados para os campos de concentração dos nazistas. Ao chegar aos fundos do hospital o trem era desligado e os passageiros desciam para uma viagem sem volta.

Sem comida, com camas de capim, sem remédios, sem roupas, era assim que os considerados doidos viviam no local. Faziam suas necessidades em público e se alimentavam das mesmas. Ao invés de enfermeiros, havia seguranças no local. Eram mais de 300 pessoas para alimentar, mas só tinha alimento para aproximadamente 30. Dormiam amontoados, e os pacientes que dormiam embaixo quase sempre amanheciam mortos. Mais de 60 mil pessoas morreram no hospital Colônia de Barbacena, sendo 1.853 corpos vendidos para 17 faculdades de medicina.

Os corpos que não eram vendidos, eles cozinhavam e retiravam os ossos para vender. Tudo isso era feito na frente dos internos, alguns eram deixados para vender peças anatômicas, como fígado e coração.

Passados 50 anos do tamanho holocausto, ninguém foi responsabilizado pelo que acontecia em Barbacena. Hoje a situação é diferente, o local funciona como hospital e pelo menos 160 pacientes são tratados lá.


Kelly Soares

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