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Facetas da cultura hispana mundo afora.

Javi

Nawja Nimri, rouxinol apocalíptico

Em "El último primate" (2010), a versátil cantora espanhola sai à procura da gênese dos Homens, porém encontra a extinção da espécie.


Apesar de ser bem conhecida pelos cinéfilos, pois protagonizou alguns dos filmes espanhóis mais marcantes das duas últimas décadas, tais como Abre los Ojos (1997) e Lucía y el Sexo (2001), a atriz pamplonesa tem forjado uma sólida carreira como cantora dentro do panorama nacional.

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Com El último primate (2010), seu primeiro álbum solo, Najwa explora o primitivismo, na procura pela essência da Humanidade. O que ela encontra, no entanto, é o fim da espécie humana.

As faixas Como un animal e Siento el diablo en mí expressam bem a atmósfera apocalíptica, cheia de angústia, que permeia por todo o disco.

Entretanto, resoa e reluz a voz frágil da cantora, que briga pela sua existência em meio à essa escuridão desoladora.

Em faixas passadas, como Go Cain e Human Monkeys, já era possível advertir a preferência pelo lado negro do ser humano, sem cair na caricatura da monstruosidade. Portanto, este novo trabalho mantem a continuidade de seus projetos anteriores, ao lado do produtor Carlos Jean e representa um passo adiante quanto à temática e estética.


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