polifonia sem fio

Percepção e Representação de Mundo

Aline Vaz

Doutoranda e Mestre em Comunicação e Linguagens, especialista em Cinema e graduada em Letras, pela Universidade Tuiuti do Paraná - pesquisadora no GP GRUDES - Desdobramentos Simbólicos do Espaço Urbano em Narrativas Audiovisuais gpgrudes.com

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    Novo Cinema Argentino: dramas familiares de (des) afetos

    Na realização cinematográfica do Novo Cinema Argentino há uma marca autoral que filma o espaço da intimidade – em especial o espaço da morada – em relação e contraste com os espaços públicos – a capital marginalizada ou o cotidiano bucólico – de uma Argentina democrática, pós-Alfonsin e Menem, em que os personagens nutrem melancolia e resistência. Confira 4 filmes argentinos em que a narrativa se constitui de dramas familiares relacionados com os espaços físicos da casa.

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    Novo filme de Matheus Souza nos dá um abraço e diz: Tamo Junto

    Tamo Junto fala de e com adultos que não sabem tudo (todos os adultos), adultos que são inseguros e por vezes sentem-se fracassados, adultos que descobrem que nem todos os turbilhões da adolescência acabam aos 18, 20 ou 25 anos, que não se trata da idade, mas das emoções, das buscas, dos encontros e das escolhas: é um filme além de habilidades técnicas, é uma história que nos abraça como um moletom velho e quentinho.

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    Filmes brasileiros e os desdobramentos urbanos

    As cidades por várias vezes são enquadradas na tela do cinema e acabam por determinar o habitar das personagens na narrativa fílmica. Confira cinco filmes brasileiros que enquadram o espaço urbano e suas personagens, habitantes e habitadas pelas paisagens urbanas: espaços de experiências e (des) afetos.

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    Os lambe-lambes de Luiza Pannunzio: com amor e respeito

    Não podemos perder o amor pelo próximo e devemos nos unir com o melhor de nós para o melhor de todos. Pannunzio compartilha seus lambe-lambes, faça o download, compartilhe também e exija dias melhores com respeito e amor.

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    Para Minha Amada Morta: a imagem que afeta permanece viva

    Uma narrativa do cotidiano que da pequenez do dia a dia, da experiência do olhar, das relações com pessoas e objetos, do paradoxo de presenças e ausências, das sensações sugeridas, revelam-se grandes tensões.

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    Clarice Falcão trocou a torta de amora por um chope

    Clarice não quer ser mais um relógio de parede, ela não é propriedade pessoal de ninguém, critica os relacionamentos abusivos; ela nasceu pessoa, gente, não nasceu coisa, não é brinde de criança, nem presente de natal; ela é problema dela, pois ninguém a tem.

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    Menino do Cinco: a classe média não desce pro play

    A classe média tem medo de tudo que pode colocar sua "vida média" em risco, ela quer ficar confortável dentro de casas que são verdadeiras prisões de luxo. A classe média é uma criança mimada que não aceita perder a brincadeira, se torna egoísta, solitária e entediada, porque quem não sabe brincar, não desce pro play e se fecha em seu mundinho com brinquedos decorativos, sem vivência, nem completude.

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    Jessica Jones: o heroísmo na libertação de um relacionamento abusivo

    Infelizmente, podemos esbarrar com Killgrave a qualquer momento. Ele está por aí controlando pessoas em relacionamentos opressores e violentos. Homens manipulam suas companheiras, as fazem sentir culpadas, são estupradas, mas assim como na série ninguém quer ouvir as vítimas: "ninguém detém de poder para te controlar, a culpa é sua".

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    Ligações Perigosas: A cumplicidade do olhar da câmera na adaptação da violência sexual

    A apologia a violência sexual é clara nas escolhas de ângulos, nos corpos dos personagens, no desrespeito com o espectador que se vê como um voyeur dentro de uma cena que tenta seduzir ao passo que expressa violência travestida de prazer.

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    Que horas ela volta? (Anna Muylaert; 2015): a casa que oprime o habitar

    Jéssica mostra a sua visão crítica como instrumento de mudança social que pode redefinir os lugares e deslocar as barreiras, não à toa ela pretende estudar arquitetura, pois é nos espaços fisicamente arquitetados que se encontram os espaços arquitetados socialmente.

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    Victoria (Sebastian Schipper; 2015): o ponto de vista do (des) pertencimento

    Em Victoria somos transformados pela experiência do sensível da câmera-olho, em uma madrugada em Berlim, na qual não flanamos pela tela do cinema, mas mergulhamos no espaço fílmico.

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    Por um mundo de pessoas fáceis e bem amadas

    Todo mundo pode ligar no dia seguinte, puxar assunto e chamar para sair, basta ter vontade. O que vale é expressar os sentimentos, é compartilhar afetos, é fazer o que está afim, quer ligar, pega logo esse telefone aí e liga, não fica dependendo do sinal do além.

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    Ação Urbana LUGAR transforma paisagens em espaços olhados e olhantes

    Com olhar criativo e sensível, Tom Lisboa, olha e é olhado para e pela cidade em Ação Urbana LUGAR. O artista cria um “L” (de lugar) no Google Maps e os participantes fotografam os 20 pontos de parada selecionados por Lisboa. Sempre esquinas, as paisagens tornam-se espaços na interação entre o sujeito e a câmera.

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    MISTRESS AMERICA: toda história é uma história de traição

    A personagem de Greta Gerwig vem sendo comparada a sua protagonista de Frances Ha com certo exagero. A espontaneidade de Frances transpõe o amor pela vida como ela é; a espontaneidade de Brooke revela uma urgência desesperadora.

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    Sobre ficar em pedaços e a romantização do amor trágico

    I'm Here (Spike Jonze; 2010) narra a história de Sheldon, um robô com uma vida solitariamente humana, que torna-se vulnerável e dependente, enquanto tenta salvar a namorada. Advertimos: Doe-se, mas mantenha-se inteiro.