por trás do espelho

reflexões involuntárias

Eli Boscatto

Formada em Ciências Políticas e Sociais, curiosa, inquieta, adora se emocionar. Pretensa poeta.

Os Bórgia e o poder dos papas

Numa época em que a igreja católica tinha mais poder que o Estado, apoiando ou destronando reis e imperadores, vários papas cometeram todo tipo de pecado na própria concepção da igreja; e os que se tornaram mais famosos vieram da mesma família: os Bórgia.


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Naquele tempo, os papas casavam e tinham filhos o que não sei à partir de quando, foi proibido pela igreja católica. Mas isso nunca foi pecado. Porém o famoso “pecado capital” da extrema vaidade os levou a cometer todos os outros, cada vez mais.

Os Bórgia passaram para a história como uma família cruel e desejosa de poder, o que ao longo do tempo inspirou muitos romances, peças de teatro, óperas e filmes. Mais recentemente uma série sobre os Bórgia foi exibida num canal da TV fechada. jeremy-irons-the-borgias-large.jpg

Os personagens principais são Alfonso Bórgia o papa com nome de Calisto III, Rodrigo Bórgia que também era papa de nome Alexandre VI, Cesare Bórgia e Lucrécia Bórgia, esses dois últimos filhos de Rodrigo Bórgia. Nos dias de hoje também dariam ótimos vilões de folhetins.

Os Bórgia foram uma família nobre espanhola-italiana e viveram na época do Renascimento onde tiveram grande proeminência. Foram acusados de vários crimes como roubo, estupro, corrupção, incesto e assassinato. The-Borgias8.jpg

Com a chegada de Rodrigo Bórgia ao papado, a família foi levada a uma série de intrigas e disputas entre os vários pequenos estados em que a Itália estava dividida na época.

Quando se tratava de obter ou manter o poder, eles não tinham nenhum escrúpulo, tendo Nicolau Maquiavel se inspirado em Cesare Bórgia para escrever sua famosa obra “O Príncipe”. the-borgias-14.jpg

É interessante observar que “O Príncipe” é uma espécie de “Bíblia” da política, inspirada numa família que diz a história, conseguia sair de situações que pareciam perdidas.

Não posso deixar de reconhecer a inteligência dos Bórgia e nem a utilidade dos conselhos políticos de Maquiavel segundo o qual, o uso da política é o meio que se tem para atingir algum fim. Mas não sei o que assusta mais, se os fins ou os meios.

Cesare Bórgia foi acusado de ter envenenado seu pai Rodrigo Bórgia o papa Alexandre VI que faleceu em 1503, e teve de fugir de Roma.

Talvez caiba aqui uma reflexão: o poder é tão sedutor que para obtê-lo não importa se preciso for, “vender a alma para o diabo”. The-Borgias.jpg

“Os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio” Maquiavel “Se quiser conhecer uma pessoa dê poder a ela” the-borgias-3.jpg


Eli Boscatto

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