Pés descalços sobre flocos de nuvens
Carregando conchas nas mãos
Do seu portão, a rua longa sem fim
O que haveria no longe horizonte?
Cairia num escuro abismo?
ou teria potes de ouro onde findava o arco Iris?
Floresta no quintal de seres falantes
Duendes, anjos e elfos
De penas, pelos, e olhos de âmbar
Vermelhas pitangas, ameixas amarelas
Adormecida no colo da quaresmeira
Onde os sapos cantantes embalavam seu sono
Seres invisíveis habitavam o córrego-pântano
No silêncio das bananeiras
Voava nas asas do balanço
Afastava os devoradores de sonhos
Na companhia solitária do vento
O dragão guardião dos tesouros
Comentários
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Tânia Oliveira
... essa imagem misturada a esse poema... é pra viajar mesmo!
Lindo!
Obrigada!
PAZ!
;)
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