por trás do espelho

reflexões involuntárias

Eli Boscatto

Formada em Ciências Políticas e Sociais, curiosa, inquieta, adora se emocionar. Pretensa poeta.

A arte do delírio de Max Ernst

Já foi dito que a pintura é uma poesia silenciosa, e quando se manifesta através do inconsciente, materializa o que vai pela alma do artista. Esta obra que nos lembra uma ave de rapina transfigurada, tentando se tornar uma figura humana, uma das mais belas pinturas de Max Ernst, parece à espreita por trás de suas cores vivas.


L'Ange du Foyer ou Le Triomphe du surréalisme, 1937.jpg L'Ange du Foyer ou Le Triomphe du surréalisme, 1937

Max Ernst nasceu em 1891, em Brühl, Colônia, na Alemanha. Estudou na Universidade de Bonn, entre 1910 e 1914. Teve uma breve passagem pelo Cubismo e fundou em 1919, em Colônia, junto com Jean Arp, o grupo Dada cuja proposta era destruir todos os valores estéticos vigentes até aquele período. Foi uma tentativa de rompimento e reação contra uma sociedade falida e destruída moralmente pela Primeira Guerra Mundial. Em 1922, imigrou para a França, onde conheceu André Breton, um dos fundadores do movimento surrealista, e participou ativamente desse movimento até 1934. Em 1954, rompeu definitivamente com o surrealismo.

Untitled (Dada), 1922-23.jpg Untitled (Dada), 1922-23 Uma das características das obras de Ernst são as cores fortes e brilhantes. Em seus quadros, ele associava imagens de elementos demoníacos e absurdos com outros eróticos e fabulosos. Juntava de forma irracional esses símbolos para expressar seu subjetivismo.

Feast of the God, 1948.jpg Feast of the God, 1948

Max Ernst foi soldado alemão na Primeira Guerra e por esse motivo, em Paris, durante a Segunda Guerra, foi considerado traidor. Na Alemanha nazista, seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. The Clothing of the Bride, 1940.jpg The Clothing of the Bride, 1940

Durante a Segunda Guerra, com a ocupação da França, Ernst fugiu para os Estados Unidos, e em 1948 ganhou a cidadania americana. Voltou à Europa em 1958, naturalizando-se francês e morreu em 1976, em Paris.

Se como disse Nietzsche, a arte existe para que a realidade não nos destrua, que ela seja então nossa salvação, que nos purifique pelo arrebatamento, que seja a manifestação derradeira que encerre nossa liberdade, nossa redenção e nossa lucidez.

Pieta or Revolution by Night, 1923.jpg Pieta or Revolution by Night, 1923 Fruit of a Long Experience. 1919.jpg Fruit of a Long Experience. 1919 The Garden of France, 1962.jpg The Garden of France, 1962 The Temptation of St. Anthony. 1945.jpg The Temptation of St. Anthony. 1945 The Whole City, 1935.jpg The Whole City, 1935

Veja mais sobre o artista em: www.ocaiw.com/catalog/?lang=pt&catalog=pitt...


Eli Boscatto

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