por trás dos relacionamentos

É preciso, muitas vezes, esquecer o que se sabe a fim de começar a ver o que não era visto.

Santiago Gomes

Acredito que a revelação dos maiores mistérios encontram-se nas entranhas do autoconhecimento.

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Santiago Gomes

O intuito dessa página é dividir, trocar e discutir aprendizados referentes ao que, mediante a minha história de vida, creio ser a base para a educação de qualquer indivíduo, mas que, por algum motivo, é negligenciada pelas instituições governamentais e, por conseguinte, de ensino. Estou falando sobre relacionamentos.

Relacionar-se significa ter comunhão; envolver-se com alguém ao ponto de compartilhar experiências ou aprender com o outro. Somos seres sociais e isso significa que, ao pensar em qualquer coisa, já está se relacionando com o mundo, pois, naturalmente, para que se possa produzir pensamento, faz-se necessário que tenha tido contato com o mundo externo junto às palavras que molduram o pensamento que apenas acontece em nós mediante ao aprendizado da comunicação.

Perceba o quanto a comunicação é importante para a existência a qual conhecemos, desde para a sobrevivência do bebê, passando pelas relações sociais necessárias até o desenvolvimento de toda a tecnologia que promove às civilizações, serem como são.

De certa forma, aprendemos a falar, escrever, produzir... Onde quero chegar, portanto, ao dizer que há negligência por parte das instituições ao que se refere a “relacionamentos” se, de uma forma ou de outra, acabamos nos relacionando o tempo todo?

Observo que a comunicação vai muito além do que, por muitos de nós, pode ser aprendido no cotidiano. Aliás, a inserção exclusivamente no cotidiano, tem reduzido cada vez mais a maneira como nos comunicamos/relacionamos, uns com os outros, a quase nada. Torna-se algo como regozijar uma grande e maravilhosa piscina, mas permanecer em sua borda.

Aquele que compreende a ciência por trás da música, por exemplo, poderá melhor se comunicar consigo e com grupos distintos, visto que, a música imita sensações humanas e aquele que domina essa estrutura, naturalmente, terá uma gama maior de recursos para chegar aonde simples palavras não alcançam.

O mesmo se dá com a pintura, o teatro ou qualquer forma de expressão artística que foge dos padrões comuns de comunicação. Compreendido isso, note: a comunicação também é uma arte. Observe os grandes comunicadores, por exemplo. Acredita que eles se tornaram o que são do nada?

A comunicação é a base para o entendimento que, por sua vez, é a base para a relação. Existe uma ciência por trás das relações que é composta pela filosofia, psicologia, artes, comunicação, linguística e por aí vai. Vivemos em uma sociedade que nos imputa ene formas para que possamos nos comunicar com o outro e até com o mundo, mas, de alguma forma, se não compreendemos a comunicação básica que é aquela que perfaz na relação com a gente mesmo, ou seja, a comunicação intrapessoal, jamais poderemos nos comunicar efetivamente com o outro. Seria o mesmo que possuir uma empresa destituído da base de conhecimento necessária para geri-la.

Portanto, o que proponho é dividir experiências e estudos que me conduzem ao desenvolvimento da minha tese acerca dessa ciência tão profunda, mas que, evidentemente, está sendo negligenciada movido pela tecnologia mal utilizada que vem a nos servir como veículos que nos promove rapidez da troca de informações, mas, cada vez mais vazias de conteúdo.

Certa vez li um artigo que se referia à nossa era como a “era da comunicação”. Não concordei com o que foi descrito, visto que, pouco nos comunicamos efetivamente, ao passo que, ao que parece, apenas trocamos palavras e informações que raramente nos conduzem a algum objetivo concreto. Seria melhor se, no mesmo artigo, o autor substituísse a palavra “comunicação” por “informação”.

Permaneço aberto à feedback's e, desde já, agradeço pela troca e oportunidade de aprender com quem se predispor trocar aprendizados.

Santiago Gomes.

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