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Humano, Demasiado Humano

Núbia Ferreira

La Belle Personne

"Se nós somos duas pessoas normais, por quanto tempo nosso amor vai durar? Amor eterno não existe, nem mesmo nos livros. Então amar significa por um tempo determinado. Seria um milagre para nós, não somos diferentes de nenhuma outra pessoa.”


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La belle personne é um filme dramático Francês adaptado de um romance de Madame de Lafayette. Estreado em 2008 e dirigido por Christophe Honoré, O filme conta a história da adolescente Junie, uma garota de 16 anos que se muda para casa de seus tios após a morte de sua mãe e passa a estudar na mesma turma de seu primo Matthias, Junie desperta o interesse de alguns homens na nova escola, a sua beleza melancólica e sua personalidade reservada causa curiosidade entre o grupo de amigos de seu primo composto por vários casais, em que a infidelidade é algo frequente.

Henri namora Catherine e tem um caso com Matthias que também mantém relações sexuais com Catherine, mas acaba se apaixonando por Martin que também tem uma namorada. O professor Nemours está com a professora Florence Perrin e com Marie que está com outro garoto, mas o professor de italiano e Otto um dos colegas de Matthias, se apaixonam perdidamente pela bela Junie, ambos compreendem o sofrimento da jovem como algo que á fragiliza, mas no decorrer da história acabam experimentando a desilusão.

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Otto, um garoto que todos dizem ser inocente e sincero afirma ter se apaixonado por ela à primeira vista, ele e Junie iniciam um relacionamento logo no início, mas Junie começa distanciar-se, ficando cada vez mais fria e mecânica com Otto. Logo ela termina com ele alegando estar apaixonada por outro, no qual nega revelar identidade do novo pretendente.

O pretendente á quem dedica sua secreta paixão é Nemours, o professor de italiano que é um grande conquistador que manteve casos com outras alunas e professoras, mas ao encontrar uma foto da jovem em seu material, começa a notar sua presença o que o leva a um encantamento com junie, em êxtase romântico Nemours termina com todas as suas amantes porque só consegue pensar em Junie.

Param ambos os admiradores acontece um final trágico, além de outros múltiplos conflitos amorosos retratados no filme. O típico amor romântico que é cultivado nos filmes hollywoodianos e desconstruído em La Belle Personne, apontando os descontentamentos que perfuram a crença inabalável do amor eterno e nos escâncara a outra face.

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A personagem diante da sua inabilidade para resolver o problema, decide fugir para não correr os riscos que uma vivência profunda com o amor pode trazer, abandonando a cidade em um navio e abalada pelos conflitos decorrentes de uma contradição de sentimentos vivenciados por ela por escapar de um sufocamento com Otto e se atrair da mesma forma pelo professor, á quem resiste dolorosamente, opta por outra vida se tornando uma sobrevivente.

O desejo de saber o que o amor é esbarra com algo indizível. Assim, o que não pode ser dito e escrito converte o amor em “um mal, que mata e não se vê”, em “um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei por quê” (Camões)


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