pra não dizer que não falei das flores.

Eu convido você para um mundo onde não existe tal coisa como o tempo.

Isabel Nobre

Nem sei mais.

Cinema, uma poderosa arma de guerra

Como os EUA vencem guerras sem nenhuma batalha, ou sem ao menos seus inimigos perceberem que estão sendo atacados? Pelo cinema.


Muito provavelmente você já se perguntou por que tantos filmes americanos chegam as nossas telonas, enquanto que filmes de outras nacionalidades não chegam se quer, ao nosso conhecimento. Se nunca se perguntou, deveria.

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A obra filosófica chamada a Arte da Guerra, do estrategista militar e general Chinês Sun Tsu, já na antiguidade, demonstrava a eficaz técnica, na verdade, a mais perfeita, de vencer os inimigos sem desembalar a espada, isto é, pela mente. Sun Tsu ensina, por exemplo, que o estado deve evitar a qualquer custo conflitos, mas se houver necessidade, esse tem que ser rápido, com o intuito de evitar desperdícios de vidas, a vitória sem guerra é a forma suprema de estratégia militar.

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O governo Americano sob a falaciosa justificativa da segurança nacional descobriu o cinema como veículo de transmissão de suas ideias por todo o planeta. Inclusive foi lançado um documentário em 2009 sobre as estratégias de Sun Tsu, e, acreditem, até sobre esse assunto eles conseguiram bajular os americanos, exaltando seus feitos que não merecem ser exaltados, influenciando pessoas. Apesar disso é um ótimo documentário (o link se por acaso se interessar: http://www.youtube.com/watch?v=f21Lo-jVzLQ ) se for assistir cuidado com as explicitas alfinetadas americanas que desejam influenciar toda a população e conseqüentemente, induzir o estilo de vida americano como o perfeito, como um ideal, the americam way of life, que não passam de famílias de classe média, altamente consumidoras e totalmente alienadas.

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Sem ter que invadir nações para que seus interesses sejam atingidos, os EUA invadem aquilo que é mais melindroso, o saber, o espírito das pessoas, e vencem batalhas sem puxar o gatilho.

No começo do século passado o governo Americano implantou a lei eugênia, o que levou a exterminação de muitos índios americanos, sob a justificativa de “melhoramento da raça”. Hitler escrevera na prisão, na obra Mein Kanpf, após tentar implementar seu golpe de estado, que foi muito influenciado pela política de Eugênia americana.

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O cinema foi utilizado pelo governo americano desde seus primórdios como eficaz instrumento inculcador de suas ideologias. Em muitos filmes hollywoodianos (produzidos com um dedo do governo) nativo-americanos são colocados como vilões estranguladores de pessoas, que comem americanos bonzinhos no café da manhã. Nós podemos constatar este dado principalmente nos filmes de western, ou faroeste. Nestes filmes as personagens são sempre cristalizadas sob um maniqueísmo que continua até hoje na política americana. De um lado os bonzinhos e mocinhos americanos, e de outro os malévolos indígenas, dos quais o herói tem que salvar a mocinha casta e bela.

Depois da era dos índios pintados sempre como vilões, surge uma série de filmes e campanhas que associam o comunismo a uma coisa ruim, na época da guerra fria. Os sucessivos governos dos EUA, aos poucos transferiram o papel de inimigos públicos mundiais, até então desempenhado pelos socialistas e países comunistas para o fundamentalismo islâmico, o terrorismo, o narcotráfico, passando a destinar pesados investimentos contra esses inimigos ou dos países que supostamente os abrigam.

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Surge, então, uma série de filmes nos quais estes personagens aparecem como indivíduos intrinsecamente maus, isto pode ser observado por qualquer um, pois em quase todos os filmes eles são mostrados como vilões ou indivíduos cheios de vícios.

Os árabes nunca foram tão macetados na história da humanidade, e nunca foram tão injustiçados, desde que o cinema americano começou a difundir uma série de de concepções falaciosas e tendenciosas a respeito dessa rica etnia, em relação a qual somos muito devedores, pois foram eles que guardaram e cuidaram da cultura grega, dos livros, enquanto o resto do mundo estava se afogando na escuridão da Idade Média.

Observe como os árabes são mostrados pelo cinema americano: São geralmente pessoas que só se importam com dinheiro, e, portanto vivem de negócios, ou são beduínos selvagens, ou ladrões ambiciosos.

Presente desde desenhos animados como o pica-pau até superproduções a estratégia segue a mesma forma covarde e injusta que os nazistas retratavam os judeus.

Entretanto, não só de maus exemplos vive os EUA, afinal, quando havia adquirido grande popularidade graças a comicidade dos desenhos animados, os Estúdios Disney foram obrigados a mudar de estilo com a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial em 1942. A produção de desenhos passou a integrar o esforço de guerra estadunidense, abordando a guerra como tema. Em 1942, foi feito um desenho de propaganda anti-nazista, chamado de "A Face do Füher". Esse desenho mostra Donald vivendo na Alemanha Nazista, onde ele é forçado a trabalhar em uma fábrica de produção em série de armamento bélico pesado e de fotografias produzidas em série do Führer Adolf Hitler.

O Pato Donald não foi o único personagem de desenhos infantis a se mostrar contra o Nazismo. Personagens como Popeye, Patolino, Mickey, O Gato Félix e tantos outros deixaram de lado as piadas do cotidiano, e passaram a mostrar conteúdo violento, usando armas e jogando bombas de avião, dentre outras coisas.


Isabel Nobre

Nem sei mais..
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