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"Welcome back my friends to the show that never ends"

Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar".

Das experimentações à divindade - 1968

Com composições e experimentações individuais de cada integrante, o álbum "Saucerful of Secrets" chega ao ápice da criatividade humanamente possível.


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Em 1968 a banda Pink Floyd estava mais preocupada em fazer suas experimentações musicais do que criar um conceito em si . O conceito em si era criar. Percebe-se que a banda não é mais encabeçada por Syd Barret, por isso o material não toma um formato específico e sim, as variações de cada integrante, com levadas pesadas do teclado de Wright, as guitarras de Syd e Gilmore, as batidas frenéticas de Mason e as linhas complexas do baixo de Waters. Pink-Floyd-1968.jpg

As versões rítmicas são extremamente dinâmicas, o que revela uma interconexão com o perfil que a banda Pink Floyd começaria a tomar, o que define o seu diferencial. O “A Saucerful of Secrets”, tem vários pontos que o tornam único: • A banda estava completa: Waters, Gilmore, Wright, Syd Barret e Mason; • A faixa “Set the Controls for the Heart” exibe a participação dos dois guitarristas (Gilmore e Syd Barret), um épico. • A música “A Saucerful of Secrets” com toda a sua complexidade e os seus quase 12 minutos de duração, foi uma das escolhidas para compor o “Live at Pompeii” (Ao vivo em Pompeia) – o que na minha opinião, define toda a atmosfera do Live. Está incluído nesta apresentação a “Set the Crontrols for the heart” do mesmo álbum. • É o único álbum onde todos participam do vocal de alguma música; • Os efeitos extraordinários reproduzidos por barulhos, percussões e osciladores, marcam definitivamente o perfil que a banda passa a ter em seus próximos álbuns.

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Uma apresentação da época com o tema "Set the Controls for the Heart" - Syd Barret não está presente

O álbum “A Saucerful of Secrets”, retrata seu objetivo de forma esplêndida, na música com mesmo nome no álbum. Seus 12 minutos chega a retratar uma viagem ao psicodélico: a passagem onde há somente o “nada” e a extremidade onde se encontra o “tudo”, com os efeitos fascinantes que Wright incorpora em seu órgão. Chega a arrepiar!!! Você começa a perceber isso a partir dos 08’31”

Uma das composições mais perfeitas já produzidas: versão exibida no vídeo "Live at Pompeii


Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar"..
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