progressão

"Welcome back my friends to the show that never ends"

Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar".

O colorido de Syd - 1967

Em 1967 o álbum "The Piper at the Gates of Dawn" (O flautista nos portões ao amanhecer) era lançado sob a direção de Syd Barret.
Seu estilo totalmente experimental, é considerado um dos precursores do rock progressivo.


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ÁLBUM A ÁLBUM: The Piper at the Gates of Dawn - 1967

Entre demônios, astronomias, gnomos e bicicletas, é lançado o primeiro álbum da banda Pink Floyd, há exatos 45 anos.

A primeira impressão que se tem ao ouvir as faixas deste disco, é de estar observando a sua frente, uma passagem psicodélica de cores e caos…

Este é o sentimento traduzido musicalmente pelo compositor Syd Barret que por meio de seu direcionamento, envolve contos de fadas e contos de horror dos clássicos “british fairy tales”. Thumbnail image for tumblr_maeaegb2111rol4wro1_500.jpg

Percebe-se que a cada faixa do “The Piper At the Gates of Dawn” os instrumentos se contrapõem em efeitos e ritmos diversificados, o que classifica como característica exclusiva ao disco que tem a participação de Barret, já que nos demais, muitas das músicas seguem com praticamente a mesma composição rítmica / instrumental. Outra característica, são os inúmeros relatos que o autor descreve de seus experimentos com drogas. Muito me fez lembrar o seguimento que a banda “Genesis” teve posteriormente com os álbuns “Selling England by the pound” e “Foxtrot”, por exemplo.

“O flautista nos portões ao amanhecer”

O título do álbum é baseado no conto infantil "O vento nos salgueiros", de Kenneth Grahame, onde o Rato e a Toupeira, enquanto procuram um animal perdido, têm uma experiência religiosa. (“Este é o local do meu sonho, onde eu ouvi a música,” segredou o Rato, como se estivesse em transe. “Aqui é o meu local sagrado, se O pudermos encontrar nalgum lado, é aqui”). O flautista (em inglês: piper) é identificado com o deus grego Pan.

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A segunda faixa é que me chamou mais atenção: Lucifer Sam, pela sua estrutura musical. Sua construção musical estabelece com riffs da guitarra de Syd que explora uma versão rítmica em conjunto com uma máquina que reproduzia ecos, bem interessante. A progressão se estabelece com o órgão e percussão. A letra, também composta por Barret, retrata sua opinião sobre o seu gato de estimação, também se refere a Jennifer como bruxa que ao que tudo consta, era sua namorada na época.

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Syd nesta fase da vida, já estava absolutamente dominado pelas drogas. Por conta disso, foram obrigados a cancelar as apresentações no “National Jazz e Blues Festival” o que obrigatoriamente, proibia a ascensão da banda. Apesar dos esforços dos colegas de banda como Waters à busca de um psiquiatra para Barret, os resultados não foram proveitosos. Isso fez com que a banda procurasse um guitarrista substituto (Gilmore). Sua última apresentação nos palcos com a banda Pink Floyd foi em 20 de janeiro de 68. Roger Keith Barrett (seu nome verdadeiro), faleceu em 2006. A causa da morte não foi informada, mas suspeita-se de complicações dadas pela diabetes.

O álbum "The Piper at the Gates of Dawn" foi o único com a participação de Barret. "Syd foi a luz que guiou a banda em seu início e deixa um legado que continua a nos inspirar" - afirmação da banda Pink Floyd ao notificar sua morte


Paola Domingues

"Seja ela, a liberdade, com todas as suas formas descritas, a mais válida talvez seja a música, que ultrapassa o tempo e o espaço, as dimensões e o raciocínio, penetra e expande para onde quer que você decida estar"..
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