Um verdadeiro “filme de Sessão da Tarde”, a trilogia de “Historia sem fim” (The NeverEnding History), encantou todas as crianças da década de 80/90 com sua arte e seu convite: Permitido voar...
O filme é baseado na obra de Michael Ende, escritor alemão que incorpora uma história cheia de ação e fantasia, dirigido pelo alemão Wolfgang Petersen, o mesmo diretor de filmes como “Tróia (2004)” e “Poseidon (2006)”.
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Lançado em 1984, o filme retrata um acontecimento mágico na vida de Bastian (Barret Oliver), ao fugir das crianças que queriam espancá-lo, Bastian entra em um Sebo, onde , instigado pelo Sr. Koreander, foge tendo consigo o livro “História sem fim”. No primeiro filme lançado, Bastian é mais expectador dos acontecimentos que devastavam Fantasia, tendo contato com a jovem imperatriz somente no final da história.
A trilogia tem continuação com o segundo e terceiro filme lançado nos anos 90 e 94, onde Bastian, interpretado por Jonathan Brandis, participa efetivamente de a “História sem fim” sendo parte do mundo Fantasia ou Fantasia fazendo parte de seu mundo real.
A fantasia no progressivo de Roger Dean
Ao criar uma sessão “remember” em casa assistindo História sem fim, muito me fez lembrar o artista Roger Dean e suas produções. Famoso por produzir as capas de bandas famosas - entre estas, as de rock progressivo “Yes” e “Uriah Heep” – o desenhista apela para a invenção, a busca ao novo em seus projetos artísticos. Numa afirmação feita pelo renomado guitarrista Steve Howe da banda Yes: “Há uma ligação muito forte entre o nosso som e a arte de Roger”.
Devo concordar! O espírito de Dean se compactua com uma experiência progressiva. Um mundo de pura fantasia, com arcos de pedra, ilhas flutuantes, construções orgânicas , muito longe de ser reais, o que liga ao mundo de Fantasia e suas paisagens que percorrem todo o filme “História sem fim”. Reparem a seguir:
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Fig. 01 – Acima uma comparação entre a “torre de marfim” do filme e a “Green Tower”, criação de Roger Dean.
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Fig. 02: Acima, o caminho percorrido por Atreyu (filme) e logo abaixo, uma ilustração dos arcos retorcidos de Dean.
...Esta relação entre as obras realmente é bastante pessoal. Reza a lenda que houve inspiração nas obras de Dean para o cenário do filme “Avatar”, mas esta já é uma outra história...
Comentários
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Paula Fearless
É muita nostalgia! Muito bom!
Shine on!
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